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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tony Campello – A Legenda viva do Rock & Roll

Por luiz  teddy



Cleiner, Vebis, Tony Campello e Luiz Teddy (Tony esta com uma camiseta da Scania que ganhou do Eddy)
Neste último final de semana tivemos o prazer de entrevistar um dos maiores nomes no que diz respeito ao Rock & Roll nacional, digo isso porque até hoje, com 74 anos continua fazendo rock & roll.

Sérgio Birilli Campello, mais conhecido como Tony Campello, nasceu em 24/2/1936 em Taubaté / SP. Cantor e produtor, iniciou carreira artística como vocalista do grupo Ritmos OK. Em 1958 foi a São Paulo
junto com a irmã, Célia, também cantora, para se lançarem profissionalmente.


Tony Campello
Contratados pela gravadora Odeon (mais tarde EMI), iniciaram sua discografia cada um em um lado de um 78 RPM, com composições e acompanhamento do acordeonista Mario Gennari Filho: “Handsome Boy” com Célia e “Forgive Me” com Sérgio.

Tony e Celly Campello
Tony e Celly Campello
Foi durante uma entrevista de pré-lançamento deste disco para o programa Parada de Sucessos, apresentado por Hélio de Alencar na Rádio Nacional de São Paulo, que foram criados os nomes artísticos dos irmãos, Celly e Tony.


Luiz Teddy e Tony Campello
Entre os sucessos de Tony estão músicas como Pobre De Mim, Louco Amor, Boogie do Bebê e Pertinho do Mar (com vocais do grupo Teenage Singers, incluindo iniciantes como Rita Lee e Suely Chagas).


Tonny e Lelo Cadillac
De todos os artistas nacionais que começaram a fazer rock no Brasil, muito antes da Jovem Guarda, Tony foi o cara que mais tive contato, afinal conheceu o Eddy Teddy no final dos anos 70 numa das feirinhas de disco.

Tony e sua filha Mariana (Feirinha de Disco 93)
Tony e sua filha Mariana (Feirinha de Disco 93)
Era muito comum encontrar o Tony Campello em eventos feitos pelo Eddy Teddy. Criou-se então uma amizade que perpetuou até hoje, afinal o carinho que temos por ele vai além da música.


Tony, Vebis e Cleiner
Essa prova de amizade e respeito, ficou registrada no lançamento do disco Rockabilly Bop, onde o Eddy agradece e condecora o Tony como “A legenda Viva do Rock & Roll”.


Luiz Teddy, Daniel, Tony Campello, Fernando "Jack" e Deni
Tony ainda guarda com o maior carinho uma flâmula da Collection Rock Fair, os postais, as fitas cassete, os compactos do Coke Luxe e a camiseta da Scania que ganhou do Eddy Teddy (camiseta que estava vestindo).


Tony Campello, Piga e Eddy Teddy
Em nossa entrevista para o documentário que rolou sobre um clima muito descontraído no estúdio Garagem de seu filho “Luiz”, pudemos além de relembrar de várias passagens em sua trajetória, escutar lances que rolavam em meados dos anos 50 em São Paulo quando o rock & rolll começava a surgir por aqui, os encontros na Rua Augusta, as gravações, os programas de televisão, sua parceria com a Celly, os encontros com o Eddy Teddy (Feiras de Disco, Shows, etc) e principalmente escutar entre um bate papo e outro algumas músicas que marcaram sua carreira, como Pobre de Mim, Baby Rock, Advinhão, etc.


Tony campello
Confesso que escutei uma das melhores versões de “Pobre de Mim”. Ter a honra de entrevistar o Tony para o documentário, foi voltar ao tempo e ter a certeza que o Tony Campello continua sendo um autentico rocker.


Compacto do Coke Luxe com dedicatória ao Tony Campello
Infelizmente nesse país a maioria das pessoas só valorizam o artista quando esta morto, ou nem isso, ou preferem idolatrar artistas de outros países sem valorizar grandes astros que temos por aqui.


Tony, Cleiner e Luiz Teddy
Esse é o Brasil !!!
As fotos realizadas durante a gravação e postadas no blog foram tiradas pela Carol (http://kitschchic.blogspot.com)
 
 

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tony Campello – A Legenda viva do Rock & Roll

por luizteddy

Cleiner, Vebis, Tony Campello e Luiz Teddy (Tony esta com uma camiseta da Scania que ganhou do Eddy)
Neste último final de semana tivemos o prazer de entrevistar um dos maiores nomes no que diz respeito ao Rock & Roll nacional, digo isso porque até hoje, com 74 anos continua fazendo rock & roll.
Sérgio Birilli Campello, mais conhecido como Tony Campello, nasceu em 24/2/1936 em Taubaté / SP. Cantor e produtor, iniciou carreira artística como vocalista do grupo Ritmos OK. Em 1958 foi a São Paulo junto com a irmã, Célia, também cantora, para se lançarem profissionalmente.

Tony Campello
Contratados pela gravadora Odeon (mais tarde EMI), iniciaram sua discografia cada um em um lado de um 78 RPM, com composições e acompanhamento do acordeonista Mario Gennari Filho: “Handsome Boy” com Célia e “Forgive Me” com Sérgio.
Tony e Celly Campello
Tony e Celly Campello
Foi durante uma entrevista de pré-lançamento deste disco para o programa Parada de Sucessos, apresentado por Hélio de Alencar na Rádio Nacional de São Paulo, que foram criados os nomes artísticos dos irmãos, Celly e Tony.

Luiz Teddy e Tony Campello
Entre os sucessos de Tony estão músicas como Pobre De Mim, Louco Amor, Boogie do Bebê e Pertinho do Mar (com vocais do grupo Teenage Singers, incluindo iniciantes como Rita Lee e Suely Chagas).

Tonny e Lelo Cadillac
De todos os artistas nacionais que começaram a fazer rock no Brasil, muito antes da Jovem Guarda, Tony foi o cara que mais tive contato, afinal conheceu o Eddy Teddy no final dos anos 70 numa das feirinhas de disco.
Tony e sua filha Mariana (Feirinha de Disco 93)
Tony e sua filha Mariana (Feirinha de Disco 93)
Era muito comum encontrar o Tony Campello em eventos feitos pelo Eddy Teddy. Criou-se então uma amizade que perpetuou até hoje, afinal o carinho que temos por ele vai além da música.

Tony, Vebis e Cleiner
Essa prova de amizade e respeito, ficou registrada no lançamento do disco Rockabilly Bop, onde o Eddy agradece e condecora o Tony como “A legenda Viva do Rock & Roll”.

Luiz Teddy, Daniel, Tony Campello, Fernando "Jack" e Deni
Tony ainda guarda com o maior carinho uma flâmula da Collection Rock Fair, os postais, as fitas cassete, os compactos do Coke Luxe e a camiseta da Scania que ganhou do Eddy Teddy (camiseta que estava vestindo).

Tony Campello, Piga e Eddy Teddy
Em nossa entrevista para o documentário que rolou sobre um clima muito descontraído no estúdio Garagem de seu filho “Luiz”, pudemos além de relembrar de várias passagens em sua trajetória, escutar lances que rolavam em meados dos anos 50 em São Paulo quando o rock & rolll começava a surgir por aqui, os encontros na Rua Augusta, as gravações, os programas de televisão, sua parceria com a Celly, os encontros com o Eddy Teddy (Feiras de Disco, Shows, etc) e principalmente escutar entre um bate papo e outro algumas músicas que marcaram sua carreira, como Pobre de Mim, Baby Rock, Advinhão, etc.

Tony campello
Confesso que escutei uma das melhores versões de “Pobre de Mim”. Ter a honra de entrevistar o Tony para o documentário, foi voltar ao tempo e ter a certeza que o Tony Campello continua sendo um autentico rocker.

Compacto do Coke Luxe com dedicatória ao Tony Campello
Infelizmente nesse país a maioria das pessoas só valorizam o artista quando esta morto, ou nem isso, ou preferem idolatrar artistas de outros países sem valorizar grandes astros que temos por aqui.

Tony, Cleiner e Luiz Teddy
Esse é o Brasil !!!
As fotos realizadas durante a gravação e postadas no blog foram tiradas pela Carol (http://kitschchic.blogspot.com)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

documentário Eddy Teddy - Uma entrevista com Massao Otoshi, um dos maiores ilustradores brasileiros

por luizteddy
Massao Otoshi

Outro grande cara que tivemos o prazer de entrevistar neste último final de semana, foi o Massao Otoshi. Um dos maiores ilustradores do Brasil que eu já conheci, responsável pelo logo e a arte das capas do Coke Luxe, além de diversas obras publicadas em revistas, como é o exemplo do desenho do John Lennon no ano em que morreu que acabou virando capa da revista Veja.

Sou suspeito para falar do Massao, porque tenho por ele e sua família uma amizade e um grande respeito, sempre os considerei como se fossem um braço da minha família, afinal o lanço de amizade vem desde o final dos anos 60 quando o Eddy o conheceu. Era muito comum nos reunirmos com eles nos finais de semana para comermos uma pizza, escutar música e falar sobre rock & roll. Aprendi muito com estes caras.

Massao, Eddy, Piga e Luiz Calanca

Uma curiosidade foi a do Massao ter tocado guitarrista base em uma das primeiras bandas do Eddy, que se chamava Spectral Zoo, mas como teve muito mais jeito para a arte resolveu sair da banda e em seu lugar acabou entrando o Rato, mais conhecido como Luiz Carlini que depois formou o Tutti Frutti com a Rita Lee e hoje é considerado um dos maiores guitarristas de rock & roll do Brasil.

Ló, Eddy, Massao e Willian ( Velho)

Depois dessa época o Massao ajudou a montar uma república no Brokin, lá misturaram o pessoal que curtia música, literatura, ilustração e tudo que fosse arte. Por lá passaram caras como o Angeli, o Toninho Mendes da editora Circos, os fotógrafos Wagner Avancini, Arlene Borja e o Lev Mendes Jr, o Luscar, o Furio Lonza (escritor), o Petcho e o Patatá. Uma porrada de outras figuras que direta ou indiretamente estão até os dias de hoje ligados às artes em geral.

Massao Otoshi

Quando o Eddy resolveu montar o Coke Luxe, foi através do Massao que conheceu o Litlle Piga, e por ser amigo há muito tempo, acabou captando o que a banda queria e assim produziu as capas, do compacto e do LP.

Durante essa entrevista pudemos conhecer um pouco sobre suas obras e também um pouco mais dos bastidores de muitas histórias que rolaram na vida destes dois amigos, além de claro falarmos muito sobre Rock & Roll.

Vebs, Luiz Teddy, Massao e Cleiner

terça-feira, 4 de maio de 2010

British Beat / Satisfaction - sobre o doc Eddy Teddy


por luizteddy

Luiz Teddy, Vicente, Reinaldo, Cleiner e Vebs

Nesse final de semana (01/04/2010), demos continuidade ao documentário e tivemos o prazer de entrevistar dois grandes amigos que tocaram com o Eddy no final dos anos 70 nas bandas British Beat e depois Satisfaction.

O Satisfaction foi uma das bandas que mais marcou minha infância, eu estava com 11 anos e lembro que enquanto ensaiavam no quartinho no fundo da casa do Ló a gente ficava brincando na sala e escutando o som, lembro que ficávamos depois imitando eles tocarem com cabos de vassoura no lugar da guitarra, tenho ótimas recordações dessa época.

Eddy, Vicente, Ló e Reinaldo

Antes de nascer o Satisfaction, o Eddy estava encerrando a banda In Loco e já começava a agitar alguns amigos para começar um trabalho novo.

Foi aí que conheceu o Vicente, um apaixonado por British Beat que tinha muitos discos de grupos que curtiam e ele trouxe o Reinaldo, um cara que tocava guitarra e baixo e cantava igual ao Ray Charles.

Numa conversa com o Vicente descobrimos que ele conheceu o Eddy, através de um anúncio que deixou na loja Woodstock, uma loja que ficava no centro de São Paulo e freqüentemente o Eddy passava por lá para vasculhar discos.

Ló, Eddy e Reinaldo (Acido Plastico)

Nessa mesma época conheceu o Airton Mugnaini que também tocava guitarra e baixo e formaram o British Beat que depois de um tempo o Ló acabou substituiu o Ayrton, ficando no baixo, o Reinaldo foi para a guitarra solo, o Vicente Bateria e o Eddy guitarra base e vocais.

Desde o Spectral Zoo que o Eddy não se apresentava em locais públicos, as outras bandas eram só para agitar festas e tocar para eles mesmo.

Em janeiro de 1981, mudaram o nome para Satisfaction e o prato principal do repertório eram os Rolling Stones.

Banda Satisfaction

Em setembro de 1981, após uma aparição no Apple Bar deram inicio a uma temporada no Beatles 4 Ever, daí em diante fizeram vários bares com música ao vivo e participaram de vários eventos. O que deu o maior retorno foi o show no parque da Lapa comemorativo ao 1º aniversário de morte de John Lennon.

Homenagem aos Beatles e Stones

Foram a única banda que não tocou Beatles (a única homenagem foi DIZZY MISS LIZZY e HONEY DON´T que os Beatles também tocavam) e por serem diferentes o pessoal acabou reparando bastante no trabalho deles.

Show com o Made in Brazil

Em 1983 o Satisfaction havia parado e o Eddy já estava maluco pelo rockabilly, foi então que montou o Coke Luxe.

Entre uma conversa e outra para o documentário, pudemos além de relembrar algumas histórias, escutar alguns trechos das musicas que marcaram esta época e num arranjo inusitado com o Vicente no violão e o Reinaldo no teclado.

Beatles 4 ever

Haja coração para conseguir separar o emocional do profissional nestas entrevistas, afinal a cada passo volto ao tempo e fico com uma puta saudades do meu pai, é uma merda ter partido tão cedo.

Repertório do Satisfaction

domingo, 2 de maio de 2010

Entrevista com Nuno Mindelis para o documentário Eddy Teddy

por luiz teddy

Nuno Mindelis

Nesse final de semana demos continuidade as gravações para o documentário sobre o Eddy Teddy e um dos entrevistados foi o Nuno Mindelis, um dos guitarristas de Blues mais conceituados no Brasil e reconhecido internacionalmente.

Nuno (gaita) e Eddy Teddy

Eddy Teddy conheceu o Nuno em meados dos anos 80 numa gravação de um comercial para a televisão e depois de conversarem muito sobre música, principalmente blues, Eddy o convidou para participar de uma jam no último show do Coke Luxe.

A partir deste dia Eddy Teddy sentiu que teria que agitar um próximo trabalho musical misturando rockabilly com blues e esse trabalho que resultou o nome de Rockterapia teria que ser com o Nuno Mindelis.

Eddy e Nuno (Rose Bom Bom)

Desse dia em diante criou-se um laço de amizades muito forte entre as nossas famílias.

Há 5 anos atrás nos reencontrarmos num revival do Rockterapia que fizemos em homenagem ao Eddy Teddy no Café Piu-Piu, tocamos algumas músicas juntos e a festa foi realmente memorável.

Durante a entrevista, que foi realizada no estúdio que fica na casa do Nuno Mindelis, pudemos relembrar muitas histórias dessa época, como por exemplo os ensaios que rolavam no quartinho do fundo da casa do Ló (baixista da banda), que era um quartinho forrado de mulheres peladas, comentou sobre os shows do Rockterapia que eram incendiários e memoráveis e também da falta do Eddy Teddy.

Com sua coleção de guitarras fez questão de tocar algumas coisas durante a entrevista que marcaram sua trajetória musical ao lado do Eddy Teddy e do Rockterapia.

Também contou para nós um pouco da sua trajetória musical que teve início aos cinco anos de idade e aos nove, já estava tocando instrumentos construídos por ele próprio.

Falou sobre suas principais inflûencias como por exemplo Otis Redding e sua grande banda, Booker T & the MG’s.

Depois contou sobre sua ida ao Canadá em 1975 após perderem tudo na guerra em Angola e das dificuldades para comprar sua primeira guitarra, que possui até hoje e esta imortalizada por um autógrafo do BB King.

Após sua saída do Rockterapia, Nuno dedicou-se a carreira solo e ao Blues, resultando trabalhos formidáveis e um reconhecimento não só no Brasil mas no mundo.

Pudemos também apreciar um pouco do seu novo trabalho que sairá em breve em cd que se chama Free Blues, que é uma releitura do Blues para os tempos atuais e que eu realmente achei formidável, são arranjos muito bem elaborados e muito criativos para músicas conhecidas, como por exemplo “While my guitar, Dust my broom, Rock me baby, Feeling alright, entre outras.

Nuno Mindelis, Luiz Teddy e Cleiner

mais entrevistas para o doc Eddy Teddy - Os Freak Brothers


março 3, 2010 por luizteddy

Eddy, Machado, Véio e Kojac

Uma outra entrevista que me remeteu literalmente ao passado foi conversar com 3 figuras que marcaram minha infância, o Kojac, Machado e o Veio que é padrinho do meu irmão).

Não havia um lugar mais propicio do que ter marcado a entrevista para o documentário num boteco na praça da Arvore.

O Eddy conheceu estes caras no início dos anos 70 através de outro amigo em comum, o Tonhão (fan clube dos Ventures no Brasil). Na época eles eram os únicos que promoviam os bailes com as músicas que curtiam e queriam ouvir.

Eles tinham muitos discos importados que era muito difícil achar naquela época. Aí juntou o útil e o agradável. Uniram Casa Verde e o Jabaquara e começaram a agitar festas e mais festas.

Festas no quintal de casa

Lembro que qualquer motivo meu pai dizia: Vamos agitar uma festa!

Eram festas malucas regadas à Cuba-Libre e muito rock & roll, sendo que muitas foram realizadas no quintal da minha casa, na Av. Mandaqui, depois migraram para a Caetano Álvares e até chegamos a fazer algumas quando mudamos para o Porto Seguro.

Para quem conheceu nossa casa na Mandaqui, se lembra que era um quintalzinho que parecia uma sela de cadeia, e os caras conseguiam fazer a proeza de colocar “400 pessoas lá”.

Nunca entendi como os vizinhos conseguiam agüentar tanto barulho, lembrando que ainda tinha o Ló na outra casa. Então quando não rolava festa na minha casa, rolava na do Ló.

Véio e Kojac

Um dia, por brincadeira montaram uma banda: Eddy (guitarra e vocal), Velho (baixo), Machado (bateria) e Kojac (porque tinha acabado de entrar na faculdade e estava careca) (guitarra). Alias, todos os apelidos tinham explicação: Nessa época o Eddy, era o Pai Dú, porque era assim que eu o chamava quando era criança, o Machado porque machadava tudo que não gostava e o Velho porque só gostava de velharias.

Da brincadeira acabou surgindo o Lagarto Negro (baseado num disco dos Doors), depois Lagarto apenas. Eles se reunião de sábado de manhã e ficavam tocando até a noite, pareciam os Freak Brother´s, mais bebiam do que tocavam. Era curtição Total.

Uma história que ficou muito marcada foi no dia que resolveram quebrar tudo durante um ensaio no quartinho que tinha no funda da nossa casa, o Machado saiu da bateria e meteu o pé no meio do baixo do Veio, todos saíram quebrando, menos o baixista.

Como a casa estava lotada de amigos, entre eles um gringo que tinha ido pela primeira vez no ensaio, o cara saiu correndo e não voltou nunca mais, deve estar correndo até hoje de medo.

Outro detalhe é que cantavam em esperando, ninguém sabia falar inglês, não existia Internet para achar as letras, então o jeito era tirar de ouvido.

Feirinha de discos na Av. Mandaqui

Depois meu pai e o Veio resolveram montar a Feirinha de discos, como uma maneira de aproximar as pessoas que gostavam de rock & roll, principalmente pela dificuldade, tinha que garimpar mesmo para encontrar alguma coisa, e quando encontravam…surgia mais uma festa.

São tantas histórias que merecia um capitulo a parte.

Na saída ainda lembramos dos programas de rádio que rolaram e não foram poucos. Então terei que me reunir novamente com esta moçada para abordarmos este assunto.

É uma pena que este documentário não de para abordar tantas coisas que já rolaram e estes caras souberam viver cada segundo da vida.