Fotógrafo de bandas Jim Marshall morre nos EUA aos 74 anos
O fotógrafo de música Jim Marshall, que passou mais de 50 anos capturando imagens de lendas do rock como Beatles, Bob Dylan e Janis Joplin, morreu em Nova York aos 74 anos.
A informação foi confirmada ontem por Aaron Zych, diretor de uma galeria que sediou uma das últimas mostras com fotos de Marshall.
Scott Sommerdorf/AP
O fotógrafo de bandas Jim Marshall morreu ontem, em Nova York, aos 74 anos
O fotógrafo era aguardado ontem à noite em um evento para promover seu novo livro, em parceria com Timothy White. Ele aparentemente morreu sozinho, enquanto dormia no seu quarto de hotel em Nova York, disse Zych.
"O trabalho de Jim é lendário", afirmou o empresário. "No que diz respeito a fotografias de música, ele é o padrinho [do gênero]."
A causa da morte ainda não é conhecida.
De acordo com seu site oficial, Marshall assinou as fotos de mais de 500 capas de disco. Ele ficou bastante conhecido pelas imagens feitas de Jimi Hendrix no Monterey Pop Festival, em 1967, e em Woodstock, em 1969, onde foi o fotógrafo oficial do The Who.
Marshall também foi o único fotógrafo que teve acesso aos bastidores do que acabou sendo o último show dos Beatles, em San Francisco, em 1966.
Johnny Cash em foto de 1969, feita por Jim Marshall; fotógrafo morreu ontem em Nova York
Outras fotos famosas de sua autoria retratam Bob Dylan, The Grateful Dead, Janis Joplin e os Rolling Stones. Seus trabalhos mais recentes foram com Ben Harper e Red Hot Chili Peppers.
"Essa carreira nunca foi apenas um trabalho, é a minha vida", escreveu Marshall em seu site.
American VI: Ain't No Grave, nova parceria de Cash com o produtor Rick Rubin, sairá em fevereiro, quando o músico completaria 78 anos
Foto: AP
Johnny Cash em 1977: novo álbum póstumo sob cuidados do produtor Rick Rubin
American VI: Ain't No Grave, um novo álbum póstumo de Johnny Cash, será lançado em 26 de fevereiro, data que coincidirá com o que teria sido o aniversário de 78 anos do cantor e compositor norte-americano
O produtor Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Gossip, Shakira) usou gravações de 2003, ano em que Cash morreu, para o disco. Na época, Rubin tinha chamado o artista para integrar o cast de sua gravadora, a American Recordings.
A notícia do novo álbum - o sexto de Cash na série American Recordings, iniciada em 1994 - foi confirmada pelo editor do site oficial do artista. O site da loja virtual Amazon também divulga o álbum, mas adianta em três dias o lançamento: 23 de fevereiro.
Cash morreu aos 71 anos, quatro meses após a esposa, June Carter. Na época, trabalhava em sua quinta parceria com Rubin, preenchida por inéditas e covers de Frank Sinatra e Bruce Springsteen, entre outros. O quinto volume da série American saiu três anos depois, em 2006.
O novo título usaria material das mesmas sessões em estúdio. O site TwentyFourBites listou canções possíveis, entre elas "First Corinthians", "Satisfied Mind" (na trilha de Kill Bill) e um cover de Sheryl Crow em "Redemption Day". O site oficial de Jonnhy Cash, no entanto, desaconselha pôr fé na lista, que havia sido mencionada na Amazon e já não está mais lá.
Tracklist: * 1. Ain't No Grave (Gonna Hold This Body Down) (Claude Ely) * 2. Redemption Day (Sheryl Crow) * 3. For the Good Times (Kris Kristofferson) * 4. First Corinthians 15:55 * 5. Where I'm Bound (Gibson) * 6. A Satisfied Mind (Red Hayes/Jack Rhodes) * 7. I Don't Hurt Anymore (Robertson/Rollins) * 8. Cool Water (Bob Nolan) * 9. Last Night I Had the Strangest Dream (Ed McCurdy) * 10. Aloha Oe (Queen Lili'uokalan) * 11. Can't Help But Wonder Where I'm Bound (Tom Paxton)
Ai vai a atualização do post " I See a Darkness" a HQ sobre Johnny Cash, que será lançado finalmente no Brasil em outubro - CASH - I SEE A DARKNESS", biografia em quadrinhos do compositor e cantor norte-americano Johnny Cash, será publicada em outubro de 2009 pela Editora 8INVERSO, de Porto Alegre.
Se você quiser saber mais sobre a obra leia aqui os detalhes.
Revista com a história do astro chega aos EUA no dia 1º de outubro
Johnny Cash é o novo herói das HQs. A vida do cantor norte-americano será contada em quadrinhos de Reinhard Kleist na obra Johnny Cash: I See a Darkness, prevista para chegar às prateleiras dos Estados Unidos no dia 1º de outubro.
De acordo com o site The Boot, a revista retoma a carreira de Cash desde os primeiros trabalhos com a gravadora Sun Records, na década de 50, até os últimos anos do astro country, morto no dia 12 de setembro de 2003. Com imagens em preto e branco, a HQ irá retratar também episódios marcantes, como quando o cantor participou de sessões em estúdio ao lado de Elvis Presley, em 1959, e o lendário show na Folsom Prison, em 1968.
A HQ já ganhou uma edição exclusiva para o mercado europeu, mas só agora será disponibilizada na terra natal do astro em uma versão "definitiva", com 224 páginas. O título, informa o site, é baseado na música homônima de Will Oldham, gravada por Cash no disco American III: Solitary Man, de 2000.
Johnny Cash: I See a Darkness é a segunda história em quadrinhos focada na vida do cantor. Em 1976, uma revista chamada Hello, I'm Johnny Cash foi lançada nos Estados Unidos sob o preço de 39 centavos de dólar - agora, a história de Kleist sairá por U$ 17,95 (cerca de R$ 35) em lojas especializadas e na megastore virtual Amazon.
Segundo informações recentes de Adriano Zamprogna aqui pelo blog, o livro será lançado em outubro no Brasil.
Em janeiro de 1968, Cash e sua banda, The Tennessee Three, se apresentaram na prisão Folsom para cerca de 2.000 detentos. O álbum desse show se tornou um dos mais populares do "homem de preto" (“man in black”, como ele era conhecido, por sempre se vestir assim), e marcou a retomada da carreira do cantor, que esteve em baixa durante boa parte dos anos 60.
Foi em 68 também que Cash, pioneiro do rock'n'roll na década de 50, se casou com a cantora June Carter, que mudaria sua vida ao ajudá-lo a se livrar das drogas e ao torná-lo cristão. Essa história rendeu um filme bem mais conhecido, “Johnny e June” (2005), com Joaquin Phoenix e Reese Whitesrpoon. O documentário “Johnny Cash at Folsom Prison" conta, por meio de entrevistas e fotografias, a história do evento, da vida do astro country e de como o show interferiu na vida de dois dos detentos que viram a apresentação, com destaque para o preso Glen Sherley, que viria a ter uma carreira musical impulsionada por Cash e June Carter. Não há filmagens do show na prisão.
Nesse show, houve uma empatia entre os presos e Johnny Cash, já que o cantor havia tido problemas legais devido às drogas, ainda que não tivesse sido preso. Era parte do mito que o músico sabia o que era viver atrás das grades. A essa cumplicidade com os fora-da-lei somam-se canções sobre temas conhecidos por boa parte da plateia, como "Folsom Prison Blues", "Busted", "The Wall", "I Got Stripes" e "25 Minutes to Go", e temos um momento histórico da música.
No documentário, tão importante quanto o show e o próprio cantor é a história de Glen Sherley. Preso por assalto a mão armada, Sherley teve uma de suas canções, "Greystone Chapel" --sobre a capela da prisão--, interpretada de surpresa por Cash no show. Um dos grandes momentos do filme é a exibição da imagem em que Cash estende a mão ao detento, que estava sentado na primeira fileira.
A relação entre Sherley e o casal Cash é contada pelos filhos do ex-condenado e por vídeos da época. Johnny Cash intercedeu junto ao governador da Califórnia para que Sherley conseguisse a liberdade e o levou à estrada no começo dos anos 70. Problemas com drogas e a incapacidade de se ressocializar levaram Sherley ao suicídio em 1978. No filme, depoimentos em vídeo de Sherley --quando ainda estava preso e depois que foi solto-- deixam clara a admiração e gratidão do músico pela ajuda de Johnny e June Carter Cash.
Entre os demais entrevistados, estão os filhos de Johnny Cash, Rosanne Cash e John Carter Cash, o baixista do Tennessee Three Marshall Grant, o fotógrafo Jim Marshall, o ex-detento Millard Dedmon e ex-policiais que trabalhavam na penitenciária --que é retratada também em cenas atuais. Cash aparece em depoimentos em áudio nos quais conta histórias de sua infância e de sua vida.
Das 16 canções lançadas no álbum original, cerca de cinco ganharam belos clipes de animação com imagens dos detentos e do show, além de outros recursos visuais.
"Se Johnny tivesse dito 'vamos fugir daqui', os detentos o teriam seguido", afirmou o fotógrafo Jim Marshall, responsável por todas as imagens do show que aparecem na tela. Já para a filha do cantor, Rosanne, foi justamente na prisão de Folsom --com toda a carga negativa que uma prisão pode ter-- que seu pai se tornou quem realmente era. Essa é a importância da apresentação em Folsom para Johnny Cash e os homens que tiveram, ainda que por algumas horas, sua rotina alterada há 40 anos.
trailer do documentário sobre johnny cash at folsom prison
In-Edit Brasil
In-Edit, festival dedicado a documentários musicais criado em Barcelona em 2002, acontece pela primeira vez em São Paulo entre os dias 25 de junho e 5 de julho, e exibe 47 filmes, 29 estrangeiros e 16 brasileiros. Cinco salas de cinema exibirão 47 filmes, entre eles os documentários convidados "Cantoras do Rádio" e "Um Homem de Moral", além de quatro curtas, todos a preços populares. No dia 9 de julho, o festival segue para o Rio de Janeiro, no Cine Santa Teresa. Veja a programação no site do festival.
Até o dia 5 de julho em São Paulo, as salas do MIS (Museu da Imagem e do Som), HSBC Belas Artes, Galeria Olido, CineSesc e Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso exibem a programação. Dos 16 filmes nacionais exibidos, seis estarão em competição. O vencedor será decidido pelo voto popular e apresentado em Barcelona, em outubro.
Entre os filmes nacionais, há o documentário sobre Ratos de Porão, Bicho de Pé, a cena heavy metal de Minas Gerais, o movimento manguebeat e a história do compositor Jards Macalé. Elvis Presley, Ramones, Nina Simone, Public Enemy, Rolling Stones e Sigur Rós figuram entre a programação internacional.
O diretor espanhol Fernando Trueba vai apresentar seus filmes "El Milagro de Candeal" e "Calle 54" no sábado (27), no MIS, em São Paulo.No In-Edit também terá shows, palestras, debates e outras atividades.
Mais documentários em SP
Além da programação do In-Edit, São Paulo tem no momento outros documentários musicais em cartaz nos cinemas, principalmente dedicados a artistas brasileiros.
"Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei" conta a história do cantor Wilson Simonal, que fez grande sucesso nos anos 60 e viu a carreira entrar em decadência após ter sido acusado de delação durante a ditadura militar.
Já "Lóki" retrata a carreira do músico Arnaldo Baptista, um dos criadores do grupo Os Mutantes, por meio de depoimentos do artista e figuras como Tom Zé. Outros nomes que são temas de documentários são os sambistas Walter Alfaiate, em "A Elegância do Samba", e Paulo Vanzolini, com "Um Homem de Moral".
No dia 10 de julho, chega às telas "Kurt Cobain - Retrato de uma Ausência", filme baseado no livro "Come as You Are: The Story of Nirvana". O documentário condensa 25 horas de entrevistas com Cobain, nas quais o músico fala sobre a vida, fama e carreira.
mais informaçõs sobre o festival em http://www.in-edit-brasil.com/