Mostrando postagens com marcador artigo sobre cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artigo sobre cinema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Filme de zumbis de 70 dolares sera exibido na 33° mostra de SP


Um filme de zumbi realizado com uma câmera de vídeo ao custo de apenas 70 dólares, conseguiu distribuição nos cinemas do Reino Unido e é uma das atrações da 33ª Mostra Internacional de Cinema, de 23 de outubro a 5 de novembro.

Colin, dirigido pelo britânico Marc Price, chegará aos cinemas britânicos a tempo de competir com os “blockbusters” de Hollywood produzidos para o Halloween, neste mês de outubro. “Se eu pensar friamente, é um pouco assustador, ver o sucesso chegar ao preço de um cordão de sapatos”, diz o diretor. Por se tratar de seu primeiro longa-metragem, o filme integra a Competição de Novos Diretores da Mostra, concorrendo ao Troféu Bandeira Paulista.

Price escreveu, dirigiu, filmou e editou Colin em 18 meses, durante os quais trabalhava à noite como motorista de táxi. Aos 30 anos, em seu primeiro trabalho e com pouca publicidade, ele conseguiu voluntários a zumbi no sitio de relacionamentos Facebook. Aprendeu maquiagem e efeitos especiais assistindo à sua coleção de DVDs de filmes de terror e ouvindo os comentários de outros diretores.

Segundo Marc, precisou apenas de US$ 70, algumas fitas, um pouco de café e chá para manter os zumbis felizes no set. Desde o sucesso de Colin, Price tem sido procurado por jovens cineastas de todo o mundo, interessados em fazer seus próprios filmes mesmo com poucos recursos financeiros. “Essa é a melhor parte”, diz Price, lembrando que era como esses jovens quando tinha 16 anos de idade – mas ressaltando que o seu celular deve ter uma imagem melhor que a câmera de vídeo deles.

Quando lançar o DVD de Colin o diretor promete colocar informações sobre a realização do filme, para ajudar outros jovens diretores. Em entrevista à rede americana CNN, disse que vai revelar todos os truques do filme e dar dicas, mesmo sabendo que vai destruir muitas ilusões. Mas acha importante que saibam como o filme foi feito. Colin diverge de muitos filmes de horror por contar a história do ponto de vista do zumbi.

Depois de todo o burburinho entre os distribuidores no Festival de Cannes, no início deste ano, a Kaleidoscope Entertainment comprou o filme e vai lançá-lo em 6 a 15 salas do Reino Unido. Mas ainda não existem planos para distribuição internacional.

O próximo projeto de Price é descrito por ele como um drama da II Guerra Mundial com uma pitada de horror – e também terá uma criatura no final. O roteiro está escrito e o elenco escolhido. Tudo o que ele precisa agora é financiamento. “Não muito, mas um pouquinho mais do que para Colin”, finaliza.

sábado, 6 de junho de 2009

david gilmour - autor de o clube do filme





texto roubado da net


Autor de 'O Clube do Filme' explica seu processo de criação

David Gilmour assume que teve momentos de dúvida. Houve noites em que, deitado na cama, não conseguia conciliar o sono, pensando se estaria fazendo a coisa certa ou se, ao contrário, não estaria sendo irresponsável, a estragar a própria vida e a do filho? O que Gilmour não sabia é que, ao criar o clube do filme, estava lançando os fundamentos do que seria seu maior êxito editorial e, mais importante, ajudando a traçar um futuro para Jesse. É bom esclarecer quem são essas pessoas.

David Gilmour, crítico e escritor canadense, é autor de "O Clube do Filme", e Jesse é seu filho. O garoto, aos 15 anos, era rebelde, como costumam ser os adolescentes. David, que atravessava mau período, sem trabalho fixo, sentia que estava a ponto de perdê-lo. Jesse não queria saber de escola e, como filho único, preferia se isolar. Foi quando David lhe fez a proposta que outros pais, mais convencionais, poderão até achar indecente.

David disse ao garoto que, se não gostava da escola, ele poderia abandoná-la. Mas teria de aceitar uma educação alternativa. Já que o pai era crítico de cinema, ex-crítico, eles iam fundar o Clube do Filme, assistir a três filmes por semana (clássicos, modernos, de diferentes procedências) e iriam conversar, obrigatoriamente, durante algumas horas, após cada projeção. O garoto topou. Começou o que talvez seja sonho de todo pai. A possibilidade de ter uma conversa franca, aberta, com o filho, neste caso midiatizada pelo cinema. Em geral, por mais calorosa que seja a relação familiar, há coisas que os filhos, principalmente na adolescência, preferem debater com os amigos.

Anos mais tarde, partiu de Jesse Gilmour a sugestão para que David escrevesse um livro relatando a experiência de ambos. David Gilmour escreveu "O Clube do Filme", que sai agora no Brasil (pela Intrínseca, 239 páginas, R$ 24,90). O sucesso foi tão grande que o pai resolveu destinar ao filho o valor de 25% das vendas - afinal, a ideia foi do garoto. Mas o que o enche de alegria é o que revela ao repórter, na conversa por telefone. O clube do filme deu um rumo à vida de Jesse e ele agora dá seus primeiros passos no cinema, como ator e roteirista Um final feliz, como Hollywood gosta de mostrar.



P - Como o cinema surgiu em sua vida?

David Gilmour - Eu via filmes como todo mundo, mas tive a revelação em 1972, quando assisti a "Último Tango em Paris", de Bernardo Bertolucci. O filme me marcou tanto que resolvi, instantaneamente, que queria ser ator. Sou canadense, mas fui para Nova York, em busca de uma carreira. Não deu certo, porque era muito ruim como ator, mas a paixão pelo cinema continuou e consegui um trabalho como crítico no Canadá.

P - E o filme de Bertolucci, continua uma paixão?

David Gilmour - "Último Tango" foi importante para mim, num determinado momento, como obra de descoberta. Aliás, dupla descoberta. Me descobri e descobri o cinema, mas a obra, embora lindamente filmada, possui seus limites. Há um lado infantil muito forte em "Último Tango" e toda a parte com Jean-Pierre Léaud e aquela câmera me parece hoje constrangedora. Em compensação, os solilóquios de Marlon Brando continuam sendo, talvez, os mergulhos mais profundos de um ator na complexidade da natureza humana. Quando Brando está ali no chão e fala sobre a vida, a morte para Marie Schneider, como se estivesse sozinho, não creio que alguma vez o cinema tenha atingido, antes ou depois, aquela intensidade.

P - O propósito do clube não era didático, era?

David Gilmour - Não, porque o didatismo seria um retorno à escola, que Jesse não queria encarar. Os filmes podiam ser bons ou ruins, não importa, o importante era a qualidade da nossa conversa. Mas acredito que consegui lhe inculcar alguma coisa. Quando lhe mostrei "Ran", de Akira Kurosawa, deixei claro que ele poderia gostar, ou não, mas aquele é um filme que faz a diferença. A arte, e o cinema, fazem bem para a alma. Em compensação, errei ao lhe mostrar "Os Incompreendidos". Ele não estava preparado para o cinema europeu e só conseguiu gostar do filme de (François) Truffaut mais tarde.

P - Você tem um filme, ou filmes, favoritos?

David Gilmour - Os dois primeiros "Chefões". Com eles, Francis Ford Coppola atingiu a perfeição da arte de narrar no cinema. Depois, tenho a impressão que a tragédia de sua vida, a morte do filho, se refletiu na obra e ele nunca mais fez nada tão marcante.

P - Se você tivesse me dito isso há um mês eu concordaria, mas assisti no festival de Cannes ao novo Coppola, "Tetro", e é o melhor filme dele em anos. "Tetro" foi feito na Argentina e trata da relação entre pai e filho, trata de luto, um filho que enterra o pai e outro que assume a sua paternidade. É maravilhoso...

David Gilmour - Fico muito contente de ouvir isso e já acredito, antecipadamente, que possa ser verdade, porque os temas do luto, da relação entre pai e filho, podem ter permitido a Coppola exorcizar a dor de sua perda. Como pai, sempre fui muito sensível à sua amargura, mesmo que não me satisfizesse como artista. Será gratificante vê-lo ressurgir.(

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Morre David Carradine (08/12/ 36 – 03/06/09)


Morre David Carradine (08/12/ 36 – 03/06/09)

David Carradine ou John Arthur Carradine é lembrado pela maioria das pessoas com mais de 40 anos pelo seriado americano dos anos 70, Kung Fu. Onde interpretava o monge Shao Lin, Kwai Chang Caine.onde os produtores ao invés de contratarem um oriental( Bruce Lee foi cogitado) resolveram esticar os olhos de David, que fez o papel com maestria.
Apesar de David ter uma carreira cinematográfica prolífica em quantidade, (ele atuou em mais de 70 filmes), pecava pela qualidade, salvo raras exceções como “CAVALGADA DOS PROSCRITOS” (de Walter Hill) e “O OVO DA SERPENTE “ (de Ingmar Bergman), ele estava sempre atuando em produções bem duvidosas, praticamente sumido da grande mídia até ser resgatado por Quentin Tarantino, que adora usar em seus filmes, ícones dos anos 60 e 70 (vide Pam Grier, e o próprio John Travolta).e escalou David para ser o astro do filme Kill Bill dividido em duas partes onde ele só aparece, de fato, na segunda parte do filme.
Esse convite de Tarantino faz emergir a carreira de David carradine,um ótimo recomeço depois de tantos anos de ostracismo para um ator talentoso .O personagem Bill foi um presente do diretor que é fã confesso da série Kung Fu para David, o personagem caiu como uma luva para ele que sempre personificou o durão nos filmes e seriados que atuou.


Carradine estava em Bancoc pras gravações do seu ultimo filme chamado Stretch, onde foi encontrado nu, com cordas amarradas em seu pescoço e seus genitais, em um hotel de luxo em Bancoc, o motivo da morte de Carradine ainda não foi elucidado, cogita-se suicídio, assim como sufocação acidental durante o orgasmo em um acidente definido pela policia tailandesa “auto – erótico” . A policia ainda investiga o caso.
David Carradine é filho do ator e diretor John Carradine , que trabalhou com grandes nomes de Hollywood como Cecil B de Mille, e John Houston, que alem de David , teve mais três filhos atores, a saber Bruce, Keith e Robert Carradine.
David Carradine morre dia 03 de junho de 2009 em Bancoc. Com 72 anos.
Where´s Bill?
Cleiner micceno