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sábado, 6 de novembro de 2010

Réquiem - um curta de Cleiner Micceno




Curta metragem desenvolvido com o grupo de cinema e vídeo de Laranjal Paulista, em uma oficina de Cleiner Micceno, pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, através da Oficina Cultural Grande Otelo de Sorocaba.
O curta é uma jornada pela alma conturbada de um escritor em crise, onde referências a varios filmes assim como simbolos são empregados em um turbilhão, onde unem-se sons e imagens com a declamação do poema “Réquiem” de Cleiner Micceno, cada som e é parte intrínseca de um processo de deterioração da personagem vivido por Chico Cardoso, que tem uma visita do Tempo-Morte- Deterioração personificada por Filipe Sanches, em um rápido flash de lucidez.
Papéis em branco, palavras soltas e o passar do tempo e da vida são a principal ordem expressa no conjunto de toda obra.
O elenco conta com os atores
Chico Cardoso – escritor
Filipe Sanches – tempo morte e deterioração.
Cleiner Micceno - Narração
Dirigido, escrito e editado por:
Cleiner Micceno
Equipe de Produção:
Jessica Aparecida de Oliveira Campos
Marcelo de Oliveira Campos
Felipe R. Lopes
Ednalva de Oliveira Campos
Aparecido de Oliveira Campos
Lucas Aidan Monteiro
Jeferson José de Moraes Camargo
Mariana Lacerda
Pamela Tais
Gabriela Sousa da Silva
Paulo H. dos Santos
Débora
Emanoel
contando com apoio de:
Rafael Barbosa Jatobá
Marcelo Luis Luvisotto
durante o processo
Agradecimentos especiais:
Secretaria de cultura de Laranjal Paulista, em nome de Maria Silvana Pires
E também a Emanoel Móveis e Antiguidades da cidade de Laranjal Paulista , por ter cedido materiais de cena, o tempo e simpatia para com todos, assim como a máquina de escrever que foi imolada na pira da arte. Sem eles esse vídeo não teria sido concretizado.
mambo produções outubro 2010
cleiner.mambo@gmail.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

stalker files - anno zero #3

Réquiem

Num dia comum de agosto
Sem pressa nem escrúpulo
De palavras vazias sem sentido
As horas rastejavam nesse momento
Numa supressão de tempo
Uma chama sem calor como vida doente
Desperta em meu peito

Desse lume sem fio
De morte e vida,
Arguto respiro ofegante
Que sobe de meu pulmão
Gosto de sangue em minha boca
O peito dolorido
Tez púrpura de resignação

Tento fugir de mim mesmo
Onde a consciência me cerca
A alma dolorida padece
Escorre no sulco do esgoto
Sacrificada em intenso anseio
Como muco pervertido
De crepitar lutuoso dos ossos de um morto


Um demônio imolado no gelo eterno
Angustiado, como incubo sulfúrico
De crenças sem resultado
De vida sem alegria
Resultado incerto do cotidiano
Que mata-se pouco a pouco
Na sua própria agonia

Sem descanso
Nem crenças
Sem nada para despertar
Do tédio intenso de tudo
Que conduz o dia a dia
Da aurora ao ocaso
Aumentando à beira da morte
O sentimento de pesar