Centro Cultural Banco do Brasil apresenta
MOSTRA JOHN FORD
A partir de quarta feira, 22 de Setembro, o CCBB-SP exibirá a maior e mais completa retrospectiva de John Ford já realizada Brasil, com 36 de seus principais filmes em película incluindo clássicos como As vinhas da ira, O homem que matou o facínora, Rastros de ódio e Como era verde meu vale, os dois últimos em cópias restauradas. Serão exibidos filmes de todos os gêneros e épocas, do primeiro ao último longa-metragem realizado por Ford, num período que vai de 1917 a 1965.
Aos filmes dirigidos por Ford, se somará o documentário Directed by John Ford, de Peter Bogdanovich, que inclui uma rara entrevista com o cineasta, e um curso, que irá aprofundar os principais temas da obra de Ford e será ministrado pelos professores Eduardo Morettin, Ismail Xavier, Luiz Carlos Oliveira Jr., Hernani Heffner e João Luiz Vieira. O curso será dado todas as quintas e sextas feiras e será gratuito, sujeito à lotação da sala. O aluno que participar de pelo menos 75 por cento das aulas receberá um certificado de participação.
Em seus cinquenta anos de carreira, John Ford conquistou quatros Oscars de melhor diretor, consolidou o western no imaginário de milhares de espectadores, consagrou atores como John Wayne e Henry Fonda, radiografou nas telas a história dos Estados Unidos e influenciou diretores tão diversos como Orson Welles, Ingmar Bergman, Glauber Rocha e Martin Scorsese. A mostra John Ford traz, enfim, essa lenda ao Brasil.
A retrospectiva fica em cartaz até o dia 17 de outubro, e seguirá para o Rio de Janeiro e Brasília.
Destaques da primeira semana:
22/09 - Dois dos maiores clássicos de Ford em sequência, no dia da abertura da mostra: Como era verde meu vale, às 17h, e Rastros de ódio, às 19h30, ambos em cópias restauradas.
23/09 - Às 19h30, Depois do vendaval, o filme que deu o quarto e último Oscar de melhor diretor a John Ford, também em cópia restaurada.
25/09 - Última sessão de Rastros de ódio, às 17h, e primeira de O último hurrah, com Spencer Tracy, às 19h30, ambos em cópias restauradas.
26/09 - Única sessão do clássico A mocidade de Lincoln, às 17h, seguida do filme Directed by John Ford, às 19h30
Informações e programação: www.johnford.com.br
Organização: Blum Filmes
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Começa hoje mostra de cinema da Geórgia em SP
Começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a mostra "Cinema da Geórgia - Um Século de Filmes", que traz 12 longas da república do Cáucaso, que integrava a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A curadoria do evento é de Nágila Guimarães, uma brasileira que há muito tempo mora no exterior e descobriu a Geórgia acompanhando o marido arquiteto, que foi lá desenvolver um projeto.
Ela descobriu um cinema sobre o qual pouco se falava no Brasil, embora seus grandes autores não sejam estranhos ao cinéfilo brasileiro - Mikhail Kalatozov, Otar Iosseliani. Nágila já participou de um debate no Rio, onde a mostra desembarcou na semana passada.Nágila é acompanhada pelo ator Irakli Gioshvilli, de 24 anos, que reside recentemente em Nova York e integra um grupo de teatro. Gioshvilli sabe muito sobre o Brasil e sobre novela brasileira. Ele aprendeu a falar português por amor às novelas do País - as da Globo -, das quais se tornou o tradutor oficial na Geórgia. Gioshvilli serve de tradutor para o cineasta que o acompanha, o veterano Merab Kokochasvilli, que assina o filme que abre hoje a programação - "O Grande Vale Verde". Longa trata do conflito entre a tradição da vida do campo e a modernidade que a exploração do petróleo trouxe para a Geórgia.
Selecionar 12 filmes para traçar o retrato de uma cinematografia inteira não é coisa fácil, diz Nágila. E nem foi uma escolha ideal. Quando havia a URSS, Moscou centralizava tudo. Hoje, as matrizes de importantes filmes georgianos ainda estão em Moscou. A escolha se fez com base em filmes possíveis.
Mikhail Kalatozov é autor de títulos como "Quando Voam as Cegonhas", que ganhou a Palma de Ouro em Cannes, e "Sou Cuba", que ele realizou na ilha de Fidel. Mas o filme de Kalatozov que integra a mostra do cinema georgiano é o pouco conhecido "Sal para Svanetia". De Otar Iosseliani, Nágila programou "Novembro", também conhecido como "A Queda das Folhas", e "Era Uma Vez Um Pássaro Negro", ou "Era Uma Vez Um Melro", que conta a história de um caçador preguiçoso.
Um terceiro autor conhecido dos brasileiros integra a seleção e é Sergei Paradjanov, revelado no País pela Mostra de São Paulo. Paradjanov, que chegou a ser chamado de ‘Pasolini soviético’, fazia filmes de grande beleza visual, como "A Lenda da Fortaleza Suram". Todos são filmes importantes, mas a raridade do programa é "Minha Avó", de Kote Miqaberidze. O filme mudo de 1929 tem apenas 67 minutos e ficou proibido durante 40 anos, por sua sátira ao dirigismo estatal. A mostra georgiana de Rio e São Paulo vai oferecer a contrapartida de um evento de filmes brasileiros em Tbilisi, a capital da Geórgia, no ano que vem.
Cinema da Geórgia: Um Século de Filmes. Hoje, 17 h, "Pirosmani", de Giorgi Shengelaya; 19 h, "O Grande Vale Verde", de Merab Kokochashvili. Amanhã, 17 h, "Minha Avó", de Kote Miqaberidze; 19 h, "Uma Exposição Extraordinária", de Eldar Shengelaya. CCBB (69 lug.). R. Álvares Penteado, 112, centro. Tel. (011) 3113-3651/ 3113-3652. 4.ª a dom. R$ 4. Até 27/12.
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