terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fumaça - uma crônica tabagista de um tabagista crônico

Esse texto eu escrevi há uns dois anos, ainda não existiam as leis severas anti tabagismo, enfim eram dias melhores, mas mesmo assim o texto se tornou mais atual que nunca, nem aparenta a idade, parece até mais moço, como se tivesse feito uma lipoaspiração e uma correção de idade na cama do esteta.
Esse conto, inclusive, eu nem tinha publicado em lugar nenhum, mas o Trovão
uma das poucas pessoas que teve acesso ao texto, me ligou e falou" - já publiquei no meu site, só liguei pra pedir permissão mas já publiquei" ahahaha, e então resolvi mandar o texto pra frente achei que estava na hora, no site do Trovão, no Abacoros e no Bah caroço vocês terão a versão que escrevi há dois anos atrás, sem correções, era só um argumento, até prefiro assim, com os erros e as displicências verbais e textuais que só quem escreve pra manter a idéia e perder menos tempo faz,algo para revisar depois, mas mesmo assim, o texto se mantêm aqui da mesma forma, apenas mais burilado, com as devidas correções ortográficas e de pontuação e com uma ou outra modificação em algum termo, alguns parágrafos foram sumindo até que desapareceram dentro de uma mesma linha, quase como uma suruba de letras, mas ali estão e se mantiveram no mesmo contexto, sem essas pequenas orgias o que seriam dos textos? eheh
bem ai está a versão final de fumaça, um texto pró tabagista, e com bom humor, diferente dos textos que nos combatem , nós temos humor, afinal o cigarro te da calma e jovialidade, afinal quem não fuma fica com a cara linda e saudável do José Serra... e tenho dito...



Fumaça


Por que as pessoas fumam?
Não sei...
Só sei que fumam.

Onde há fumaça há fogo, e onde a há fogo há um cara querendo acender um cigarro.

Não sei nem porque, nem onde as pessoas começaram a fumar , ou melhor expelir fumaça dos pulmões depois de tragá-la.A história do tabaco é mais antiga que as constituições e leis anti tabagistas.
Pra falar a verdade, a história do mundo foi escrita à base de fumaça; seja ela de cigarros, charutos, cachimbos ou canhões, sem fumaça não haveria história.

A magia pode advir dos desenhos disformes, feitos pela fumaça que sai da boca quando você acaba de dar uma tragada, esses desenhos, que lembram nuvens, nos remetem a infância procurando formas e sentido nelas, ou talvez, apenas o simples prazer de acender o tabaco pra sentir o tempo parar por alguns instantes, entre uma tragada e outra...

A satisfação de uma baforada é algo que só quem já fumou pode saber, difícil descrever; o tabaco é o único prazer do indigente, que se contenta até com uma simples guimba de um cigarro achado na rua, é o amigo do solitário naquela noite sem maiores perspectivas, o acompanhamento perfeito no pós-coito sexual, e às vezes o cigarro é melhor que a transa em si...
O prazer e o cigarro andam juntos, é um momento quase ritualístico acender um cigarro, a chama bailando em frente ao rosto, o momento em que a brasa entra em ignição, a fumaça cria seus primeiros círculos , você se sente em um filme de Hollywood... Até os filmes perderam a graça depois que ninguém mais soltou fumaça, os detetives dos filmes eram verdadeiras chaminés, agora meros robôs sem graça e sem fumaça, quem vai torcer pra um detetive que nem fumaça solta? Prefiro o bandido que não é politicamente correto e ainda pode fumar...
...Sim...

Pois a maioria do pensamento humano foi acompanhado de muita fumaça; pensadores, poetas, artistas, cientistas...
O pensamento humano seria bem menos interessante sem o tabaco, sem a fumaça

Pra falar a verdade, temos muitas coisas obsoletas para a vida , como chuchus, jilós e ornitorrincos. Agora o tabaco é importante, está na nossa cultura, em nossa história,veja, até os nossos ancestrais, assim que descobriram o fogo, logo em seguida inventaram algo para fumar, os indígenas usam a fumaça para os rituais; o fumo coletivo é uma das tradições mais antigas entre todos os povos arcaicos, para aproximar os amigos e também para se aproximar de seus espíritos ancestrais ... que também fumavam...

... Mas isso ainda hoje é feito, ainda se fuma nas rodas de amigos, compartilha-se o cigarro com aquele amigo menos afortunado, que te pede encarecidamente um cigarrinho, ninguém no mundo, pede encarecidamente um chuchu ou um ornitorrinco a alguém !

Os cigarros são mais importantes socialmente que as socialites, os sociólogos e os partidos conservadores...

Na cadeia são moedas de troca, nos tempos de paz fuma-se por prazer, nas guerras por necessidade, nos locais proibidos por obstinação, sim porque os fumantes são seres obstinados, perseguidos como cães raivosos, limitados a espaços isolados como doentes terminais, e tudo por causa única e exclusiva da fumaça, que é apenas ... fumaça...

...O que seria dos camponeses sem o cigarrinho de palha, colhendo os chuchus que realmente não servem pra nada?

Nos escritórios isolaram quem fuma em ambientes minúsculos, longe de todos, ser visto fumando é algo constrangedor - Ah me desculpe! o cigarro é de outra pessoa eu só estou tomando conta enquanto ela foi se matar um pouquinho...

Mas mesmo assim continuamos!
Seguimos!
Incansáveis...
Bem ... Um pouco cansados, nosso fôlego é mais curto, mas mesmo assim é nosso fôlego e usamos o que temos, não roubamos o fôlego de ninguém...
Pagamos por nossa fumaça, e pagamos caro,

temos o direito e o dever de manter as tradições de nossos ancestrais,

vamos fumar,

tragar sem constrangimento nem medo de o fazer em público,

e que se fodam os ornitorrincos!





O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE , FUMAR É PREJUDICIAL À SAÚDE

SE FODA,
.

TO NEM AI !


por Cleiner Micceno

domingo, 15 de novembro de 2009

Filme Alma Corsária será exibido no Cineclube CEUNSP - dia 17

O Cineclube CEUNSP exibirá no próximo dia 17 (Terça-feira), o longa-metragem Alma Corsária. O filme integra a programação de Encontros com Diretores. Será apresentada uma sessão gratuita, às 19:30 horas, com a presença do diretor Carlos Reichenbach.

A produção cinematográfica trata da história de dois amigos que lançam um livro de poesia em prosa. Para espanto do editor, a dupla convida para a noite de autógrafos tipos estranhos, como um suicida salvo da morte por um deles. A irreverente festa leva às lembranças de como os amigos se conheceram, nos anos 1950. O filme questiona se ainda há espaço para a arte num mundo dominado pelo consumismo e pela competitividade vil. Os personagens principais são os poetas Torres (Bertrand Duarte) e Xavier (Jandir Ferrari) inspirados respectivamente em Augusto dos Anjos e Cesário Verde. Torres e Xavier lançam um livro de poesia numa pastelaria do centro da cidade. A região conhecida como "Boca do Lixo" exerce um fascínio irresistível sobre o diretor Carlos Reichenbach, que busca aproximar-se de espaços marginalizados, pois lá residiria a alma da cidade, apesar da degradação aparente. Reichenbach cria diversos cortes temporais durante o filme, retrata a infância dos personagens no início dos anos 1960, mostra os conflitos ideológicos durante o regime militar e critica tanto a violência dos donos do poder quanto a fé cega em discursos tirados das cartilhas de Karl Marx, Stalin, Mao e outros.

O Público terá a grande oportunidade de conhecer um dos trabalhos mais importantes e criativos do cineasta.



A exibição será no dia 17 de novembro, às 19h30, no FCA do bloco K do Campus V do CEUNSP, em Salto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pale blue eyes

Pale blue eyes


No apartamento ao lado ele ouviu um barulho semelhante a uma furadeira, um som abafado e algumas marteladas, o vizinho tinha mudado a pouco e aparecia as vezes, era soturno e calado, um senhor idoso gordo e alto de olhos vividos e azuis muito frios, com poucos fios de cabelo branco que rodeavam sua cabeça calva. O barulho começara naquela manhã, muito cedo, péssima hora pra ele começar uma reforma ou seja la o que ele estivesse aprontando, depois de quatro horas insistentes de barulho ininterrupto tudo cessa, mas ainda era possível ouvir alguns murmúrios na parede contígua, como se duas pessoas conversassem, uma voz era muito baixa e contida, a outra não passava de um sussurrar abafado.

Walter só tentava cochilar um pouco, seu trabalho de vigia noturno em uma repartição pública havia terminado às seis horas da manhã e o barulho não o deixava dormir. Deu graças no momento que havia terminado.

Depois de conseguir dormir por uma hora, acordou sobressaltado com mais uma saraivada de barulhos, agora sons ocos, como pancadas em algo mole, e mais barulhos de furadeira - Maldito velho desgraçado!- Falou em voz baixa, cobriu a cabeça com um travesseiro. O martírio durou a tarde toda, perto das cinco horas cessou de vez, ouvia-se apenas umas poucas movimentações, o barulho de ferramentas e um farfalhar de algo sendo embrulhado. Após isso silêncio total.

Já era tarde, Walter teria que sair logo, para mais uma noite, que, sem ter dormido, seria muito longa.

Olhou-se no espelho do banheiro, suas olheiras estavam imensas, sentia seu corpo todo doendo, assim como sua cabeça. Comeu algo apressadamente e saiu para pegar seu ônibus.

No outro dia , às pressas, assim que deu seu horário, bateu seu ponto e correu porta a fora. Como havia previsto, foi uma noite terrível, cochilou varias vezes, tomou quase dois litros de café e tinha fumado dois maços de cigarro para manter-se acordado.

Depois de um longo percurso, chegou finalmente em casa, deitou-se na cama com roupa e tudo, apenas teve tempo de retirar os sapatos. Dormiu durante o dia todo, quase não acordou a tempo de sair outra vez para trabalhar. - Isso não é vida! – Disse em voz alta para si mesmo, sua situação era bastante frustrante, sua rotina era algo que se poderia chamar de monótona, muito monótona. Walter arrumou-se , pegou suas chaves e saiu, cruzou com o vizinho que o fez ficar o dia todo acordado no dia anterior na porta ao lado da sua, o velho estava carregando uma mala enorme que parecia ser feita de couro muito grosso. Ele olhou para o velho, pensou em dizer alguma coisa sobre os barulhos que o fizeram ficar desperto o dia todo, mas ao cruzar o olhar frio e pouco amistoso do velhote, se limitou a dar um aceno de cabeça, ao qual o velho apesar de seu olhar, respondeu com uma voz suave. – Boa noite. - com um carregado sotaque estrangeiro. Walter entrou no elevador e fez menção de segurar a porta até o homem se deslocar com sua mala, o velho fez um sinal para ele descer, assim que a porta do elevador foi se fechando, ele viu o sujeito começar a puxar sua mala em direção a escada, uma atitude estranha, já que ali era o nono andar e a mala parecia pesada. Saiu pensando sobre isso, mas durante a noite esqueceu completamente o assunto.

Duas semanas se passaram sem ouvir nenhum barulho do lado, nem reformas ou qualquer outra coisa, o velho nunca mais cruzou com ele em nenhum dia, melhor assim aqueles olhos azuis o deixaram amedrontado.

La pelas quatro da tarde, ouviu movimentação do outro lado da parede, de novo a furadeira, marteladas, e alguns gritos sufocados, que logo cessaram, isso chamou a atenção de Walter, que como seu trabalho era sempre estar alerta, achou aquilo estranho, os barulhos continuaram, mas agora eram apenas sons de serras e barulho de coisas caindo. Walter estava intrigado, alguma coisa não estava certa, foi assistir tv e tentou esquecer do caso. - Deve ter martelado os próprios dedos ou se ferido com uma serra, velho imbecil! – pensou isso enquanto comia um saco de salgadinhos sabor bacon e um copo de whisky sem gelo, deixou pra lá, afinal estava na véspera de seu dia de folga ele queria apenas descansar.

Os barulhos cessaram completamente por volta das nove horas da noite, e dessa vez eram baixos e já não incomodavam tanto quanto a primeira vez. Depois de assistir um filme ruim sobre um garoto em uma bolha, foi dormir, pensando no outro dia, que se tivesse sorte conseguiria sexo fácil com aquela amiga que vivia o convidando pra sair. Deitou-se por volta de uma da manhã. Algo caindo no chão, emitindo um som abafado , atravessou a parede, que o fez acordar de sobressalto. Ficou quieto, pra ver se era real ou algum sonho estranho, ouviu de novo, no apartamento ao lado, um som surdo de algo grande despencando, levantou-se e foi até a parede pra ouvir melhor, ouviu um sussurro provavelmente um xingamento, em uma língua que ele achou ser alemão. Pouco depois ouviu a porta da frente de seu vizinho se abrindo, foi até a entrada, tentou olhar pelo visor da porta, só conseguia ver um pedaço do terno escuro do velho que aparecia de relance, até que ele apareceu inteiro na porta e era possível ver a grande mala que ele tinha saído naquele dia fatídico, há duas semanas. Viu o velho olhar para os lados, puxar a grande mala em direção as escadas. Isso fez Walter correr até o quarto colocar uma calça e sair pela porta a fora, decidiu que iria saber o que estava acontecendo. Afastou-se do apartamento e desceu devagar pelas escadarias, não queria ser notado, viu o velho dois andares a baixo, puxando a grande mala com muito esforço, e parando para limpar o suor do rosto com um lenço.

Ele seguiu com a carga até o subsolo, onde ficava a garagem do edifício, o observou seguindo por uma parede, sempre atento se havia alguém, parou em frente de uma van preta, sem janelas na parte de trás, abriu a porta lateral e lançou sem nenhum cuidado, a mala no seu interior. Embarcou , acendeu um cigarro, saiu devagar pelo portão afora, Walter não dormiu aquela noite.

Agiu como se estivesse trabalhando, ficou a noite inteira próximo à porta esperando o regresso do velho. Caiu no sono la pelas sete da manha e nada, foi para a cama, cochilou mais umas duas horas, acordou e saiu, para encontrar a sua amiga.

Voltou para a casa não eram nem três da tarde, seu encontro tinha sido um desastre total, ficou pensando no velho e na mala durante todo encontro, e nem a transa ele tinha conseguido, não conseguia se concentrar e achou melhor voltar pra casa, mesmo com os protestos dela, mais duas semanas, no mínimo sem sexo, esse pensamento o deixou ainda mais irritado pela sua própria estupidez. Fez um lanche rápido comeu sem vontade, tomou café acendeu um cigarro e decidiu dar uma checada no apartamento do lado. Primeiro colou o ouvido na parede, nenhum barulho aparente – Filho da puta! – sussurrou , saiu e olhou para os lados ninguém no corredor, foi até a porta do velho, tentou olhar pelo visor e ver se conseguia divisar algo dentro do apartamento, ficou olhando, e só conseguia ver uma parede branca, ouviu a porta do elevador abrindo atrás de si, saiu rápido e fez que abria seu próprio apartamento, eram apenas os vizinhos da frente. Será que eles não ouviram nada?Entrou outra vez, tomou mais um copo de café, estava decidido a saber o que estava acontecendo. Passaram-se mais uns dias, nada do velho, sua rotina tinha voltado ao normal, mas o pensamento que estava acontecendo algo estranho ainda o assaltava durante a noite, enquanto estava entediado em suas rondas noturnas. - E se ele fosse algum psicopata?, um assassino? ou qualquer outra coisa? - Igual ao que ele havia visto num filme do Hitchcock, ele precisava saber e informar a polícia, mas tinha que ter alguma prova, algo palpável para denunciá-lo sem parecer um idiota caso não houvesse nada demais e o velho só fosse um cara esquisito.

Já fazia duas semanas depois do ocorrido, nenhum barulho e nem sinal do velho, Walter assistia todos noticiários e lia todos jornais para ver se havia alguma nota sobre desaparecimentos ou qualquer coisa que pudesse indicar o que estava acontecendo, e nada, literalmente nada fora do normal, nas noticias que viu.

Estava sentado na cozinha perdido em seus pensamentos, vendo um programa de esportes, quando ouve a porta se abrir no apartamento do velho, seu coração disparou, ele colou os ouvidos na parede e ouviu conversa do lado, como sempre ele só ouvia murmúrios, resolveu ir até a porta e pedir algo, e tentaria ver no interior dos aposentos. Saiu com passos largos , abriu a porta respirou fundo, tentou olhar pelo visor e não conseguia ver nada alem da parede, resolveu tocar a campainha. Passaram-se uns segundos, passos se aproximaram e abriram apenas uma fresta da porta, os olhos azuis apareceram e olharam Walter de cima a baixo, e sua voz suave perguntou – O que deseja ? – Com o forte sotaque aparente. – Ola sou seu vizinho, já nos cruzamos algumas vezes aqui...- sua fala foi cortada pelo velho – Ya , sei quem o senhor ser, meu nome é Udo, em que posso ajudar , senhor...- Walter – disse emendando rapidamente o vigia, - Só queria ver se o senhor tem pregos para emprestar, estou querendo colocar um quadro... Acabaram os pregos e como ouvi barulhos de reforma, imaginei que o senhor pudesse me emprestar alguns ... – O velho nem ouviu toda explicação e disse – Desculpe senhor Walter mas non tenho pregos, infelizmente... Passar bem que tenho muitas coisas para fazer, boa tarde. - E a porta se fechou sem maiores cerimônias.

Walter voltou ao seu apartamento – Pregos,onde eu estava com a cabeça, Pregos, que merda de idéia seu estúpido- Entrou falando para si mesmo em voz baixa.

Naquele dia os barulhos foram abafados e insistentes até muito tarde, cessaram de vez no meio da madrugada. O velho saiu com a mala, sozinho de novo, fez o mesmo percurso pelas escadas e tomava sua van preta, deixando um Walter escondido na penumbra do estacionamento cada vez mais curioso.

Ele acordou no outro dia e pensou sobre a freqüência das idas do velho ao apartamento que estavam se tornando cada vez mais esporádicas, o velhote não parecia que morava ali do lado, mas aparecia de vez em quando pra fazer alguma coisa, isso o deixou ainda mais intrigado e mais uma vez havia sido no dia de sua folga, sua amiga teria de esperar um pouco mais e ele um pouco mais por sexo, desistiu de ir vê-la naquela tarde, alegou que estava com febre e resolveu que iria entrar na casa do velho. - Ele não vai voltar tão cedo, então, irei acabar de vez com essa merda toda – Merda essa que estava fazendo ele virar um zumbi. Ele foi até a porta do lado, analisou a fechadura, era igual a sua, voltou até sua casa, pegou algumas ferramentas, tinha aprendido a abrir portas por causa da profissão. Repassou sua idéia varias vezes, iria entrar, e revistar a casa sem levantar suspeitas, e sairia de la tão depressa quanto fosse possível.

La pelas onze da noite, aproveitando a calmaria, resolveu por seu plano a prova, saiu sorrateiramente de seu apartamento, sem fazer barulho, colocou a ferramenta dentro da fechadura, abriu e entrou. Ainda na escuridão trancou a porta por precaução, caminhou pelo corredor, acendeu a luz da sala, entre os poucos moveis viu a janela coberta por cortinas grandes e grossas de plástico preto, na sala toda existia apenas uma cadeira de dentista, e plástico cobrindo todo o chão, uma imagem assustadora para uma sala, uma pequena mesa e uma pilha de jornais velhos.

Walter foi até o quarto que estava fechado ao abrir a porta, acendeu as luzes e viu dentro do aposento, uma prateleira com várias ferramentas, todas provavelmente usadas por dentistas e médicos, martelos cirúrgicos, serras e uma furadeira, uma cena horripilante para ele que sempre teve medo de dentistas. Procurou por sinais de sangue, não encontrou nada, simplesmente não havia nenhuma marca, nenhuma mancha, nada, só um lugar excessivamente limpo e organizado. Foi até o banheiro, tudo branco, extremamente limpo, sem sinal de algo estranho.

Fechou a porta e foi até a cozinha, onde havia apenas uma geladeira e um fogão, procurou por tudo, nada como no resto da casa, ao abrir a geladeira se depara com um pacote, um embrulho em plástico preto, como um saco de lixo, pegou e abriu com cuidado, assim que o desfez, Walter quase vomitou, na sacola estavam vários dentes, com pedaços de carne ainda grudados em suas raízes, devia ter pelo menos uma centena deles ali, horrorizado quase vomitando, fechou o pacote e colocou no mesmo lugar. Ele precisava sair dali e conversar com alguém sobre aquilo, saiu da cozinha atordoado, quando ouviu um virar de chaves na porta de entrada, seu coração quase parou de bater, desligou a luz e entrou no banheiro, ficou la encolhido, com respiração muito leve, tentando observar pela porta, estava petrificado de medo sem saber o que faria se fosse descoberto.

O velho entrou e com ele tinha alguém, parecia um bêbado de rua, já bastante alcoolizado, os olhos azuis tinham um brilho glacial. Udo ou seja la qual fosse seu nome, conversava com sua voz suave com o bêbado, falando que logo ele teria sua bebida, - Sente-se no cadeira ali – Disse apontando para a cadeira de dentista, o bêbado murmurou qualquer coisa e sentou-se – Isso é de dentista doutor – disse o bêbado – É que eu não ter muitos móveis aqui ainda, pode sentar-se ai, que já levo seu bebida- o bêbado não só sentou-se como se deitou de forma displicente.

Udo saiu da cozinha com um pano em uma mão e uma garrafa na outra, chegou por trás e colocou com força o pano no nariz do homem que se debateu por alguns segundos e logo ficou inconsciente, o velho colocou a garrafa do lado, de clorofórmio provavelmente, abriu a mala grande e de la tirou uma máscara, um par de luvas cirúrgicas, uma capa de chuva transparente foi até a cozinha, e voltou vestido com a capa e as luvas, passou pela porta do banheiro, Walter tentou se esconder, mas não foi preciso, ele passou sem olhar para o banheiro, foi direto até o quarto da prateleira de ferramentas, trouxe consigo algumas coisas metálicas, umas serras e umas faixas, que foram usadas pra prender os braços e pernas do homem na cadeira. Colocou uma trava que mantinha a boca do infeliz aberta, um fórceps ou algo assim que mantinha o maxilar horrivelmente escancarado. Udo com seu olhar quase entediado, começou a bater no rosto do bêbado agora todo imobilizado, fazendo-o acordar, os olhos do homem abriram e depois de uns instantes, foram tomados por terror, quando o velho começou a falar de forma bem pausada e sussurrante, - Agora você ter que ficar quietinho, que doutor ter que fazer uma pequena extraccion de algumas dentes ruins - O homem tentava gritar mas só saiam sons guturais, que foram abafados por um chumaço de algodão, fazendo o sujeito se debater e tentar se soltar. Walter queria salvar o homem, pensou no que poderia fazer, sair devagar do banheiro e golpeá-lo com alguma coisa, enquanto criava coragem o suposto Dr Udo, estava começando a arrancar um dente com uma espécie de alicate, o desespero e os gritos de dor excruciante entravam nos ouvidos de Walter como se perfurassem os tímpanos, estava enojado e horrorizado com aquela tortura que estava presenciando, imaginando como um ser humano poderia fazer uma coisa assim, viu o primeiro dente sair e ser colocado em uma vasilha de metal com um suspiro de satisfação do velho, que começava a arrancar outros dentes. Walter procurou algo no banheiro e viu apenas um rodo, lembrou-se de suas ferramentas para abrir a porta, serviriam se ele fosse pego de surpresa, poderia tentar feri-lo ou derrubá-lo, afinal ele era apenas um velho, devia ter trazido sua arma, mas agora era tarde, tinha que agir com o que tinha em mãos. Saiu do banheiro, com o objeto que parecia uma chave de fenda delgada nas mãos, ao sair fez barulho demais e o velho olhou em sua direção, o homem amarrado na cadeira tinha a boca toda ensangüentada, em seus olhos o desespero estampado, clamava ajuda.

Walter correu em direção do velho que sem perder o brilho frio de seus olhos apenas falou, - Eu já esperar você – E puxou uma arma que estava perto de suas mãos, ao lado da cadeira, com um silenciador o barulho não foi maior que um espirro, acertando o joelho de Walter que caiu gritando de dor, que foi logo cessada por um pano cheio de clorofórmio em seu rosto.

Alguns minutos depois Walter acorda, amarrado no chão, com seu joelho inutilizado, vê Udo terminando de arrancar os últimos dentes do homem já totalmente inerte de dor, só sabia que ele estava vivo por causa dos olhos que ainda estavam abrindo e fechando, é impossível saber, quanto de dor um homem pode agüentar antes de desmaiar ou morrer. Depois de terminada a tortura dos dentes, o velho de olhos azuis congelantes levanta e com voz macia diz, -Você se perguntar como eu desconfiar de seu visita, sr Walter, eu colocar tudo no devida ordem, ser meticuloso com detalhes, pena a senhor não ser tanto, enton foi fácil... - E enquanto falava ele pegava, uma serra afiada usada em ortopedia, e começou a cortar a perna do homem que estava na cadeira, enquanto o sangue escorria pelas bordas brancas da cadeira, o homem tentava gritar, e Udo apenas apertava mais o chumaço de algodão na boca impedindo os gritos, Walter horrorizado tentava se soltar tentava gritar mas estava amordaçado e também com algodão na boca, o velho apenas continuava sua ladainha - Agora sr Walter eu ter que fazer cortes precisos, meu mala ser grande, mas ter tamanho certo para caber tudo, eu ser um homem que gostar de tudo limpa e organizada... – A serra continuava seu trabalho os pedaços de carne e o sangue ia caindo no chão coberto com plásticos, o homem já tinha apagado, a dor fora demais para ele, e uma náusea enorme atingiu . – Eu non gostar de bisbilhoteiras, já estar aqui nessa prédio imunda exatamente por achar que non ter problemas, mas o senhor ser muito curiosa, já ouviu falar que curiosidadi matar o gato sr Walter?- Enquanto falava Udo serrava os ligamentos, ossos e nervos com uma precisão cirúrgica, com um prazer estampado em seu rosto doentio e na calma com que falava, com suas sobrancelhas crispadas enquanto virava-se para o vigia que estava fora de combate na parede do apartamento – O Senhor achar mesmo que eu non notar nada de diferenti em meu próprio casa? O senhor ser muito inocenti, e mais idiota ainda de ficar aqui, notei seu vulto na banheiro e me preparei para recebê-lo no hora apropriada, infelizmente non esperava o senhor e terei de fazer como vocês dizem... seron... mas non me importar, sempre bom ter mais clientes. Espero que gostar da tratamento e do hospitalidade senhor Walter. - o vigia já imaginava sua vida chegando ao fim naquela noite horrível, nas mãos de um psicopata de olhos frios e fala mansa, sua cabeça começo a rodar e ele desmaiou a vertigem foi levando as palavras pra longe até que veio a escuridão total.

Acordou sem saber que horas eram, ele estava agora no lugar onde o bêbado estivera momentos antes, sua boca estava travada com o fórceps e ele estava impossibilitado de se mexer e falar, Udo estava a seu lado, com a luz da cadeira direcionada para seus olhos ele só conseguia ver o rosto fantasmagórico do velho quando entrava na frente da luz, que o cegava. – Ainda bem que acordar, senhor Walter, você querer pregos, ter alguns aqui, poder emprestar para o senhor, non se preocupar em devolver, como disse eu ser metódica, hoje ser seu dia de sorte, abri um horário só para senhor e te dar uma tratamento especial. - E uma dor lancinante percorreu o corpo de Walter, o alicate forçava seus dentes, e em uma tração rápida um deles saltou, e tudo estava apenas começando a luz incidia em seus olhos marejados pela dor e pela claridade, ouviu o som de furadeira que o havia acordado tantas vezes, imaginou as pessoas antes dele, o sofrimento enquanto aquele lunático brincava com brocas e alicates. A furadeira perfurava seus dentes molares, com brocas finas, destruindo as gengivas, o sangue respingava em sua capa transparente, agora já cheia de manchas de sangue , seu sangue e da outra vítima, com uma coloração mais castanha, seu grito ficava sufocado na garganta, não podia respirar direito, a dor e a sufocação o estavam fazendo perder os sentidos, o barulho da furadeira era ensurdecedor, enquanto penetrava de forma violenta em seu palato, os olhos azuis foram se tornando cada vez mais embaçados, tudo foi ficando turvo e a voz do velho se tornava distante de novo, ele agora sabia o quanto de dor uma pessoa poderia agüentar, e tudo ficou escuro, a voz se perdeu na escuridão e seus olhos só abriram já inertes, com a vida se esvaindo quando uma serra cortava sua carne dilacerando seus braços, depois disso a escuridão se tornou eterna...

Já estava quase amanhecendo o velho fazia seu percurso pela escada, chegou ao subterrâneo, abriu a porta lateral da van, jogou a mala enorme la dentro, acendeu um cigarro, entrou na van, fechou a porta e disse - Maldito escadaria, devia ter comprado apartamenta mais embaixo, descer duas vezes na mesma dia está acabando com meus costas! - Colocou a chave na ignição e saiu calmamente pelo portão do prédio.

Pensou em passar no quiroprático mais tarde, depois de tomar um café na sua padaria preferida...


por Cleiner Micceno

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Loja dos sonhos traz colecionáveis raros para o Brasil

Loja dos sonhos traz colecionáveis raros para o Brasil

Comum lá fora, os colecionáveis eram, até pouco tempo atrás, raros no Brasil. Para obter as réplicas de personagens de filmes era necessário importar os itens de fora, com enorme tempo de espera. Aliando a paixão pelas peças com o empreendedorismo, os sócios Stevin, Rodolfo e Daniel fundaram a Limited Edition em abril deste ano.


Desde a festa de lançamento, que parou a rua da Consolação, nos Jardins – que contou com membros do fã-clube de Star Wars vestidos como Stormtroopers – até hoje, a expectativa dos três foi superada: as vendas estão além do previsto e o interese geral que a loja gerou foram uma boa surpresa. Prova da carência do mercado brasileiro no setor.


Os sócios, aliás, são uma demonstração de que o colecionador está muito longe de um estereótipo definido. Stevin é médico psiquiatra e louco pelos personagens da DC Comics. Daniel é publicitário e prefere as sagas de Senhor dos Anéis e Star Wars. Já Rodolfo é professor de educação física e mais ligado aos itens dos Cavaleiros do Zodíaco.


“A criação da loja surgiu da necessidade de ter um espaço em São Paulo, e no Brasil, onde pudéssemos encontrar uma grande variedade de itens dos nossos personagens e filmes favoritos. Desde miniaturas até estátuas em edição limitada. Antes ficávamos correndo atrás desses itens em diversos locais, especialmente nos EUA. Não existia um local exclusivo para a venda destes produtos. Também queríamos criar um espaço de encontro. Uma referência não só para colecionadores, mas para todos os apaixonados por cinema, quadrinhos e cultura pop”, comenta Stevin.


Além dos itens produzidos em série, a loja busca peças raras, pintadas à mão e de lançamento restrito, com no máximo 500 peças, por exemplo. O que, claro, coloca o Brasil na rota de produtos até então inéditos. A importação é feita muitas vezes por fornecedores exclusivos, que negociam diretamente com eles. As dificuldades, claro, passam pelos impostos abusivos e a burocracia do governo brasileiro. Para chegar até a vitrine, os produtos recebem 60% de taxa de importação, 18% de ICMS, mais taxas alfandegárias. O que faz com que as peças custem o dobro no país.


Personagens de cinema, quadrinhos, games, música e cultura pop em geral compõe as mais de 1.000 peças do acervo. De Batman, Watchmen, Star Wars, Senhor dos Anéis e X-Men até réplicas de John Lennon e Joey Ramone estão presentes. Procurando valorizar os itens, enxergando-os como obras de arte, a disposição das peças acompanha o conceito de uma joalheria. Expostas em redomas de vidro, com iluminação especial, as estátuas ganham um tratamento de acordo com o trabalho e cuidado com que são feitas.


Buscando aproximar o público dos autores das obras, a loja irá promover encontros entre escultores brasileiros que trabalham para empresas dos EUA, em tarde de autógrafos, até eventos relacionados ao universo que os produtos englobam. Na Fest Comix, maior feira de quadrinhos da América Latina, será feita a Expo Coleções, com workshop de esculturas, finalização de peças ao vivo durante os tres dias da feira e exibição de peças raras.


Além da loja física, que responde pelo maior número das vendas, a Limited Edition lançou sua loja online (www.limitededition.com.br), com informações e fotos de todos os itens, que podem ser enviados para todo Brasil. O site oferece também um fórum onde o público pode debater e saber de todos os lançamentos do mercado. Atualmente, a e-store já responde por 20% do faturamento da empresa.


De todo o acervo, 40% das vendas são de itens ligados ao cinema. Stevin conta, por fim, a dificuldade de equilibrar a paixão com o negócio. Muitas das peças raras precisam ser adquiridas em mais de uma cópia: para venda e para os donos, legítimos aficcionados.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Roteiristas ainda enfrentam herança do cinema autoral

Grandes nomes do roteiro nacional se reuniram na manhã desta segunda-feira, em uma coletiva de imprensa, para oferecer uma prévia do debate que acontecerá entre os dias 3 e 5 de novembro, no 2º Fórum de Produção de Cinema. O centro da discussão foram as dificuldades enfrentadas atualmente no exercício da profissão de roteirista, ainda pouco valorizada no país, e como esses problemas serão abordados no evento da próxima semana. “Sinto que nós [roteiristas] vivemos um momento de diálogo e de aproximação. Estamos longe do ideal, mas estamos evoluindo”, disse Marcos Lazarini, roteirista e membro da associação Autores de Cinema (AC).

Tendo sido por muito tempo relegado a um papel secundário, em favor do cinema autoral, o roteirista passou a receber maior atenção no Brasil após a chamada “retomada”, em meados dos anos 90. Hoje, a classe já se encontra mais bem organizada e consequentemente a luta pela valorização do roteiro também é maior. “O básico que se tem que ter para fazer um filme é um bom roteiro. Tendo isso, no mínimo um filme médio você consegue”, afirmou Newton Cannito, roteirista e membro da Associação de Roteiristas de Cinema, TV e Outras Mídias (AR). No entanto, o apoio governamental e de fontes privados a esse setor ainda é extremamente escasso, consistindo em um único concurso de apoio ao desenvolvimento de roteiros, oferecido pelo MinC. Em todos os outros editais e fontes de investimento, a verba depende da existência de um texto já concluído. “No Brasil ainda não temos essa cultura de desenvolvimento de roteiro”, completa Cannito.

Outro problema, identificado pelo roteirista Aleksei Abib, é o fato de que após a retomada, o cinema nacional passou a conviver com duas tradições distintas, a do cinema autoral, herança do Cinema Novo, e a do cinema “de indústria”, onde predomina o trabalho e a criação em equipe. Aleksei afirma que nenhum desses modelos é melhor do que o outro, mas ressalta que eles não podem ser confundidos e misturados. “Seria muito favorável ao nosso cinema se entendêssemos as regras de cada uma dessas tradições. O problema é que muitas vezes queremos trabalhar em uma delas usando as regras da outra”.

Já o presidente da AC, David França Mendes, adotou um discurso antagônico, defendendo que a culpa pela situação do roteiro no país não pode mais ser jogada nas costas do cinema autoral. “Já migramos há muito tempo de um modelo para outro. Hoje todo mundo entende que o roteiro é importante e que é preciso contratar roteiristas”. Segundo David, o grande entrave está no fato de que o modelo atual não funciona da forma como deveria, devido à falta de preparo dos diretores e produtores para lidar com os roteiros que recebem. Isso acaba, então, levando à danificação do trabalho dos autores ao longo da cadeia produtiva dos filmes. “Migramos do cinema autoral para o ignorante”, alfineta David. “Não dá nem para avaliar a qualidade dos roteiros, porque o vemos na tela passou antes por um liquidificador e um pente fino de mediocridade chocantes”.

Aos poucos, no entanto, a classe dos roteiristas, apoiada por suas associações, começa a se organizar na defesa de seus direitos e interesses. A criação de modelos de contrato pela AC, por exemplo, é um instrumento importante para garantir que o trabalho dos autores será respeitado na relação profissional com diretores e produtores. Os contratos servem inclusive para estabelecer acordos que assegurem ao roteirista os devidos créditos no produto final. “Estamos aos poucos tentando organizar um mundo que era caótico, onde não havia regras”, explica o roteirista Di Moretti, membro da AC. “Eventos como o Fórum de Produção e outros promovidos pela AC e pela AR acabam também fazendo parte desse processo”.

O Fórum de Produção de Cinema é organizado pela Revista de CINEMA, em parceria com o Senac. O evento contará com quatro mesas de debate, onde serão abordados temas relacionados ao roteiro de cinema, televisão e novas mídias. As inscrições podem ser feitas através do site http://www1.sp.senac.br/hotsites/gd1/forumcinema/



Por Eduardo Hiraoka

Mostra de Woody Allen no Rio de Janeiro e em Sao Paulo

Mostra de Woody Allen no Rio de Janeiro

Mostra de Woody Allen no Rio de Janeiro e em Sao Paulo


por Francisco Russo


Atenção, fãs de Woody Allen! A partir de amanhã começará, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, a mostra A Elegância de Woody Allen. Nela serão exibidos todos os filmes do diretor em película, inclusive seu trabalho mais recente, Tudo Pode Dar Certo. O filme permanece inédito no circuito brasileiro e tem previsão de lançamento apenas para março de 2010.

Serão também exibidos filmes em que Allen participa como ator, como a animação FormiguinhaZ; o mediametragem Meetin WA, de Jean-Luc Godard; e o documentário Wild Man Blues, sobre a turnê de sua banda de jazz pela Europa.

No Rio de Janeiro a mostra ocorrerá até o dia 29 deste mês. Já em São Paulo ela acontecerá entre 18 de novembro e 13 de dezembro. A programação está disponível no site oficial do CCBB.

sábado, 31 de outubro de 2009

Ministério da Cultura lança curso gratuito de desenho animado

Oportunidade para galera que quer virar animador, cursos gratuitos de desenho animado
se informem e corram atras, que é uma função que no nosso mercado de vídeo e cinema, está cada vez sendo mais valorizada.


Ministério da Cultura lança curso gratuito de desenho animado

Publicado em 28.10.2009, às 15h43Jovens de todo o país já podem se inscrever, via internet, a partir desta quarta-feira (28), para participar de um curso de ensino a distância que dará oportunidade de atuar no mercado profissional de animação.O projeto, intitulado AnimaEdu, é resultado de parceria entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Audiovisual, Infraero e a produtora OTTO Desenhos Animados.
O programa foi lançado hoje, quando é comemorado o Dia Internacional da Animação, com eventos em 400 cidades do Brasil e 30 países.
Para participar da iniciativa não precisa entender de animação. Basta ter idade mínima de 16 anos, computador com acesso à internet, scanner e noções de desenho.
As atividades, que abrangem 18 módulos, vão começar em novembro e serão concluídas em janeiro de 2010. Para ser incluído na primeira turma é preciso fazer a inscrição no site www.animaedu.com.br.O curso é gratuito e tem duração de nove a 16 semanas, com aulas com duração de uma hora, acompanhadas por tutores, duas vezes por semana.
O material didático, contendo textos, exercícios e manuais, será disponibilizado no site do AnimaEdu e só poderá ser acessado por jovens matriculados no curso. Ao final, cada aluno ganhará um certificado de participação. A primeira turma será formada em caráter experimental, mas a idéia é que depois o projeto passe por ajustes para atender a um público mais diversificado.
Segundo os organizadores do projeto, os formandos poderão trabalhar na realização de curtas metragens para publicidade, material destinado à internet e a empresas da área de desenho animado.Fonte: Agência Brasil

Quarto Cinefantasy, e o programa sobre HQs Além dos Balões

divulgação de eventos amigos, pra quem gosta de Hqs, Filmes de Terror e Ficção quase de graça, muitas opções pra todos

4° Cinefantasy - Festival Curta Fantástico está no ar!São mais de 160 filmes é horror indonésio, italiano, espanhol, scifi francês, zumbis sérvios, espanhois, canadenses, belgas (e bebados), brasileiros, fãs de tv, nos shoppings, homenagens ao terror anos 70, anos 80, Gore tupiniquim, japones, iataliano, americano, vampiros que gostam de sexo e não são vegetarianos, camera em primeira pessoa, criaturas das mais diversas formas, cores e línguas, é gato, é porco-homem, é mulher-enguia, é palhaço, é do espaço, é do mar, é bonito, é feio.... nessa programação, quem é fã de horror, ficção científica e fantasia, vai curtir e de graça (ou quase: R$1,00 no Olido)Divulguem para os amigos e inimigos, vamos lotar essas 3 salas e mostrar que no Brasil somos mais que o país do samba e futebol! Contamos com vocês!http://www.cinefantasy.com.br/prog.html


Além dos balões - Programas sobre Hq


já está no ar mais um programa HQ, além do balões. O programa foi homenageado com o Troféu Bigorna na categoria “Grande Contribuição à HQ Nacional” e foi indicado ao 21º Troféu HQMix na categoria “Mídia sobre Quadrinhos”.Nesta edição fomos conferir a “Exposição Picha - Mostra Internacional de Quadrinhos Africanos e Afro Descendentes”, que tem como curadores no Brasil a Profa. Dra. Sonia Luyten e o cartunista e publicitário Maurício Pestana. Esta exposição é uma mostra da produção da nona arte em vários países do continente africano e tem dois painéis especiais com a produção de afro descendentes, o Maurício Pestana representando o Brasil e o David Brown os EUA. Mostramos também a exposição sobre o “Saci” que mostra várias obras baseadas neste personagem do folclore nacional, além de livros e um painel criado pelo Ziraldo.Veiculamos mais uma animação do "Tulípio", personagem desenvolvido por Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker. Divulgamos também os ganhadores, a data e o local de entrega do “Troféu Bigorna 2009”. Comentamos sobre os lançamentos da “Humor em Quadrinhos especial #3” e da Revista “Mundo dos Super-Heróis #18”. No quadro “Notícias do 4º Mundo”, comentamos os projetos de lançamentos para 2010 do Coletivo Quarto Mundo: continuação da série “Depois da Meia-Noite” e “Defensores da Pátria Solo”. Continuamos com a campanha “Via Lettera Presenteia” na qual nossos convidados e participantes são presenteados com obras da editora.Para acessar o HQ, além dos balões é só digitar e entrar no endereço http://www.hqalemdosbaloes.com/ ou www.tvtatuape.com.br/hq (caso o link não funcione, é só digitar os endereços em seu navegador). Confira também o quadro HQ, além dos balões no programa Mask (http://www.tvtatuape.com.br/mask.htm.O programa HQ, além dos balões tem o apoio do site especializado em quadrinhos http://www.bigorna.net/.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PROGRAMA SEMINÁRIO " A ARTE DE ASSISTIR CINEMA"


Programa:

26/11/ 2009 20:00 hs
Bloco 1 - Visão Geral
Introdução ao curso.
A apreciação cinematográfica. Guia para o melhor desfrute do cinema.
Palestra Nº 1: “A APRECIAÇÃO DA ARTE CINEMATOGRÁFICA”.
Apresentação do curso, explicação do planejamento, programa curricular em formas e conteúdos.
Dissertação: A apreciação cinematográfica ao longo da história do cinema. O cinema brasileiro desde suas origens. O Cinema como fenômeno na comunicação de massas. A crítica. Os diversos sistemas de exibição. Guia para o melhor desfrute do cinema.
Exibição e audição:
Debate.
Breack 20:50 hs
Bloco 2 - Roteiro / 21:10 hs
O roteiro cinematográfico.
Palestra Nº 2: “O ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO”.
Dissertação: O roteiro de cinema e a literatura. O roteiro cinematográfico. O Abc do roteirista. A respeito da dramaturgia.
Debate.

27/11/2009 20:00 hs
Bloco 3 - Produção
Breve resenha histórica.
A produção Cinematográfica.
A estrutura industrial cinematográfica.
Palestra Nº 3: “A PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA”.
Dissertação: A produção cinematográfica: objetivos e formas de organização. O produtor. Planejamento. Orçamentos. Cronogramas. Administração de projetos. Formas de financiamentos. As co-produções. O produto cinematográfico.
Debate.
Breack 20:50 hs
Bloco 4 - Direção 21:10 hs
Presença de um Diretor Cinematográfico. Debate generalizado.

28/11/2009 09:00 hs
Bloco 5 - Fotografia Cinematográfica
A fotografia. A câmera.
Elétrica e maquinaria
Palestra Nº 5: “A FOTOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA”. “ A CÂMERA”.
Dissertação: A propósito da cinematografia cinematográfica. A linguagem da luz. A insuportável luminosidade. O mistério da luz. Estilos de iluminação cinematográfica. A origem da câmera de cinema. Diversos tipos de enquadramentos e posições de câmera. Os formatos. Breve resenha sobre tipos de filmes, suportes de vídeo e digitais, “transfers”.
Debate.
Breack 09h50min hs
Bloco 6 - Direção de Arte 10:10 hs
A Direção de Arte. Cenografia. Figurinos. Contraregra.
Palestra Nº 6: “A DIREÇÃO DE ARTE”.
Dissertação: A direção de arte: cenografia, figurinos, maquilagem, efeitos especiais, contra-regra, a produção de arte. A pesquisa na direção de arte. A apreciação estética da direção de arte num filme.
Debate.

29/11/2009 09h00min
Bloco 07 Montagem/ Edição de Som
PALESTRA Nº 7 : “ MONTAGEM, EDIÇÃO E SOM”
Dissertação: A montagem cinematográfica, a “arte do movimento”. Montagem de imagem e som. A edição por meios digitais.
Debate.
Dissertação: O som no espírito do filme. Som direto, som de estúdio, som de repertório e arquivos. O Microfonista. Os diálogos. A música. Edição de som. A mixagem. Retranscrição ótica, o negativo ótico. Diferentes sistemas de reprodução. Relatos de histórias com o som. O desenho de som.
BREACK 09h50min
Bloco 8 - Exibição / Cineclubismo/ Formas de cinema social 10h10min
PALESTRA Nº 8 “CINEMA DOCUMENTÁRIO”. “CINECLUBISMO”.
Dissertação: O cinema documentário e sua importância no Terceiro Mundo. O cinema documentário no Brasil. O documentário político. Formas de filmes documentários.
Debate.
Dissertação O cineclubismo. Como formar um cineclube. O debate cinematográfico.

Materiais didáticos: distribuição de apostilas.
Emissão de certificado.

Estrutura formal:
Dirigido a um grupo numeroso de pessoas, preferentemente “cinéfilos”, profissionais tele cineastas e estudiosos interessados na compreensão da linguagem audiovisual e suas diferentes formas de aplicação. A proposta docente e de “imersão”, com uma intensa atividade de apreciação de imagem e som que será oferecida durante toda a permanência dos participantes no ambiente do seminário. Serão projetados os mesmos trechos de produtos audiovisuais nas quatro palestras, simultaneamente a ocorrência das dissertações e debates e propiciada a audição de sons e músicas de cinema durante os breack entre as palestras.

Distribuição de apostilas: textos teóricos de complemento a informação oferecida nas exposições dos conteúdos do currículo, listas bibliográficas, resenhas biográficas, comentários sobre os filmes.
Certificado: será emitido um Certificado aos alunos que cumpram com os critérios a serem estabelecidos, tal como 75% de assistência e outros.
Dias e horários: duas horas/aula por dia, com um “breack” de 20 minutos,

Conteúdos:
- Apreciação da Arte Cinematográfica;
- Conhecimentos básicos da história do Audiovisual de América Latina e brasileiro,
- Incentivo à participação no movimento cineclubista. Como formar um cineclube;
- Noções básicas de produção e realização cinematográfica;
- Exibição em sala de aula de imagem audiovisual temática e audição de música incidental referida aos conteúdos em desenvolvimento nas respectivas palestras;
-Incentivo à leitura de materiais teóricos, artísticos e técnicos e fornecimento de listas bibliográficas básicas;
- Noções para apreciação das artes musical e plásticas;
- Proposta permanente de incentivo a leitura de materiais temáticos;
- O audiovisual como ferramenta de inclusão social;
- Conceitualização a respeito dos 95% dos brasileiros “sem tela” e as perspectivas de inclusão audiovisual;
- Pela construção de uma arte descolonizada;
- A cultura independente como arma para melhorar a qualidade de vida.

http://cinemamundoiii.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

fumante passivo um mito - lei antifumo fascismo e arbitrariedade

Eu tinha feito uma referência no blog sobre a similaridade da lei antifumo com o fascismo e a Alemanha Nazista. E, eis que me deparo com esse texto do João Pereira Coutinho, escrito 4 dias depois do meu texto, ou seja, tem mais gente que pensa da mesma forma que eu ou, ele é um leitor do meu blog hauaahau

bom dia a todos e boas tragadas


Até tu, São Paulo ?
JOÃO PEREIRA COUTINHO
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1808200919.htm
Inserido em 20/08/2009

"Leio a legislação antifumo do Estado de São Paulo e reconheço sua natureza totalitária"


A SÉRIE "Mad Men" ainda não estreou no Brasil. Lamento. Melhor é impossível. "Mad Men" é o retrato perfeito dos publicitários da Madison Avenue na Nova York sofisticada de 1960. Mas é mais do que isso. Um fresco sobre a grande transição americana: do aburguesamento dos "fifties" à contracultura dos "sixties". Do tédio à lixeira.

Um pormenor, porém, não deixa de causar espanto entre os filistinos: o fumo. Em "Mad Men", toda a gente fuma com uma naturalidade que nos parece herética. Dentro dos edifícios, fora dos edifícios. Mães, pais. Patrões. Empregados. E médicos, é claro, a começar por um ginecologista que segura o cigarro com uma mão e faz o exame com a outra. Equilibrismo puro.

Tanto fumo não deveria espantar. Pessoalmente, ainda recordo o tempo heroico em que o meu avô me levava ao cinema e fumava, em plena sala, do princípio ao fim.

E, historicamente, "Mad Men" está na viragem. Em 1950, Richard Doll publicava o primeiro grande ensaio científico sobre a relação direta entre fumo (ativo) e doença. Só em 1970 chegou o mito do "fumo passivo". Digo "mito" e digo bem. Ainda está para aparecer o primeiro estudo cientificamente rigoroso capaz de mostrar uma relação sustentada entre "fumo passivo" e câncer.

O que não significa que não existam estudos sobre essa hipótese. Christopher Booker, um especialista sobre as nossas histerias modernas, normalmente lembra dois. Os maiores e mais recentes. O primeiro foi realizado pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial de Saúde. O segundo foi dirigido, durante 40 anos, por James Enstrom e Geoffrey Kabat para a Sociedade Americana de Câncer através da observação de 35 mil não fumantes que conviviam diariamente com fumantes. Resultados? Repito: um mito é um mito.

Mas a ideologia é a ideologia. De vez em quando, afirmo que alguns traços nazistas sobreviveram a 1945. Sou insultado. Não respondo. Basta olhar em volta para perceber que algumas das nossas rotinas médicas mais básicas teriam agradado ao tio Adolfo e à sua busca de perfeição terrena. Exemplos? Certas formas de eugenia "respeitável", praticadas por milhões de pessoas quando recebem uma má ecografia. Ou a demonização absoluta que o fumante moderno conhece nos Estados Unidos. Na Europa. E agora, hélas, em São Paulo.

Leio a legislação antifumo do Estado de São Paulo e reconheço a natureza totalitária dela, novamente dominada por uma ideia iníqua de perfeição física.

Tudo começa pela elevação da mentira a dogma: o dogma de que "fumo passivo" é um perigo fatal para terceiros. O dogma não é apenas fantasioso; é também perigoso, porque estabelece de imediato uma divisão moral entre os agentes da corrupção (os fumantes) e as vítimas inocentes (os abstêmios). É só substituir "fumante" por "judeu"; e "abstêmio" por "ariano" para regressar a 1933.
E regressar a 1933 é regressar a um mundo que desprezava a liberdade individual com especial ferocidade. A lei antifumo cumpre esse propósito. Proibir o fumo em lugares fechados, como bares ou restaurantes, é um ataque à propriedade privada e à liberdade de cada proprietário decidir que tipo de clientes deseja acolher no seu espaço. O mesmo raciocínio aplica-se aos clientes, impedidos de decidir livremente onde desejam ser acolhidos.

Mas o melhor da lei vem no policiamento. Imitando as piores práticas das sociedades fechadas, a lei promove a delação como forma de convivência social. Por telefone ou pela internet, cada cidadão é convidado a ser um vigilante do vizinho, denunciando comportamentos "desviantes". Isso não é regressar a 1933. É, no mínimo, um regresso à Rússia de 1917. Se juntarmos ao quadro uma verdadeira "polícia sanitária" que ataca à paisana, é possível concluir que o espírito KGB emigrou para o Brasil.

Finalmente, lembremos o essencial: os extremismos políticos só sobrevivem em sociedades cúmplices, ou pelo menos indiferentes aos extremistas. Será São Paulo esse tipo de sociedade?
Parece. A última pesquisa Datafolha é sinistra: a esmagadora maioria dos paulistas (88%) aprova a lei antifumo. Só 10% se opõem a ela. Só 2% lhe são indiferentes. Mais irônico é olhar para os fumantes: depois de anos e anos de propaganda e desumanização, eles olham-se no espelho, sentem o clássico nojo de si próprios e até concordam com a lei (77%). Razão tinha Karl Kraus quando afirmava, na Viena de inícios do século XX, que o antissemitismo era tão normal que até os judeus o praticavam. Péssimo presságio.

N.B. - Sabemos, hoje com comprovada certeza, que a campanha antitabagista é um teste idealizado pelos engenheiros comportamentais do Clube Bilderberg (você leu o livro?) para averiguar a facilidade de moldagem da população mundial aos conceitos que interessam implantar, rumo ao domínio efetivo de corações e mentes. A margem de êxito ultrapassou as expectativas: o gado é receptivo, absolutamente plasmável e pronto para o seringar-se ao curral definitivo.
A técnica usada segue o esquema de cozinhar sapo em fogo brando, e é um velho uso totalitário:
1. obriga-se a usar uma estrela amarela; (nada de terrível e se aceita sem reação)
2. proibe-se de comprar leite e seus derivados; (desagradável, mas enfim pra não arrumar encrenca...)
3. proibe-se a residência em certos bairros; (péssimo, mas se não se mudar, os vizinhos tornam sua vida um inferno...)

sábado, 24 de outubro de 2009

THE LONG TALL TEXANS - THE BRAZILIAN ADVENTURE TOUR


THE LONG TALL TEXANS - THE BRAZILIAN ADVENTURE TOUR

É com muito orgulho que a Rock Paulera Produções em parceria com Lady Hell Productions traz pela primeira vez ao Brasil The LONG TALL TEXANS, um dos nomes mais conceituados da cena psycho/rockabilly mundial.
A turnê nomeada The Brazilian Adventure Tour acontece no final no mês de outubro e percorrerá três cidades do país.
O LTT resgata as raízes mais clássicas do estilo, tendo como maior influência o psychobilly, rockabilly e ska. O grupo estreou em 1985 em Brighton na Inglaterra e desde então se tornou nome de grande destaque, sendo responsável por influenciar muitas bandas e músicos da atualidade. Durante os anos de existência o Long Tall contou com uma grande referência da música na sua formação; Mark Carew, destaque entre os baixistas do meio.

The Brazilian Adventure Tour divulga o álbum mais recente do quarteto intitulado "Adventure". O disco recebeu ótimas críticas por ser fiel à antiga sonoridade da banda, prometendo um show memorável.
Não é de agora que os fãs brasileiros esperam por uma apresentação do grupo. Por isso, na intenção de alcançar ao máximo esse público, os ingleses passarão por Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo.

A grande estréia está marcada para o dia 30/10/09 em Belo Horizonte durante o festival de música 53 HC Music Fest. Além deles sobem ao palco; Móveis Coloniais de Acajú (DF), Alex Valenzi (SP), Moptop (Rj), The Dead Lovers (MG) e Monograma (MG).

No sábado, 31/10/09, é a vez de Curitiba abrir portas para a grande atração. O show acontece no lendário 92 Graus e vem acompanhado das bandas Flatheads (cwb) e Crazy Horses (ldna).

Por fim, São Paulo finaliza a turnê no dia 01/11/09, véspera de feriado. O local marcado é a Vegas Club e traz os Big Nitrons (Santos) para abrir a festa.





SERVIÇO:



Belo Horizonte

Local: Lapa Multishow
Endereço: Rua Alvarez Maciel, 312 – Santa. Efigênia
Data: 30/10/09
Horário: 20h00min
Preços:

25,00 $ Cada Dia Antecipado
30,00 $ Cada Dia Na Portaria

Ingressos Antecipados:

53HC: Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro - TEL: 3271 7237
Pieta Tattoo - Paraíba 1441 - SAVASSI - TEL: 3281 4441
Lapa Multshow: Rua Alvares Maciel 312 Santa Efigenia - TEL 3241 2074


Curitiba

Local: 92 Graus
Endereço: Rua Des. Benvenido Valente, 28 - Ao lado do Cemitério Municipal
Data: 31/10/09
Horário: 19h00min
Preços:

R$ 30,00 – Antecipado
R$ 50,00 – Na Hora

Ingressos Antecipados:

Vitrina Rock Style – Rua Trajano Reis, 60
Itiban Comic Shop – Av. Silva Jardim, 845


São Paulo

Local: Vegas Club
Endereço: Rua Augusta, 765
Data: 01/11/09
Hora: 19h00min
Preços:

R$ 40,00 – 1º Lote
R$ 50,00 – 2º Lote
R$ 60,00 – 3º Lote
R$ 80,00 – Na hora.

Ingressos Antecipados:

Santa Madre – Galeria do Rock - 3º Andar - Loja 472
Barbearia 9 de Julho - Rua Augusta, 1371 - Loja 105
Combat Rock - Rua Barão de Itapetininga, 37 - Loja 66

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Metrópolis Redux - versão restaurada por um fã

O amor a um filme em específico leva pessoas a fazerem coisas bem interessantes, como é o caso de Gilchrist Anderson, ele estava esperando uma versão restaurada do Metrópolis de Fritz Lang há anos, mais especificamente a versão de Giorgio Moroder, que restaurou o filme e refez o score musical em 1984, e após isso saiu essa versão apenas em Vhs, e em Laser Disc em baixa qualidade, que não faziam jus ao filme, pois as versões disponíveis nesse formato, estavam iguais as cópias retiradas do original, granuladas e sujas.
Esperando por anos a fio e nada, um dia ele reve o filme em pelicula, a versão alemã restaurada do filme original, ficou entusiasmado, achando que aquela seria a hora de sair em dvd com alta qualidade, e, nada de novo.

Enjoado de esperar, resolveu por sua própria conta digitalizar o filme e restaurá-lo.
Um trabalho de formiga, que levou nada menos que dois anos. Restaurou , editou o filme e a trilha sonora, usando os programas mais modernos disponíveis para esse árduo trabalho quase artesanal.
O resultado ele chamou de Metropolis Redux, que é sem duvida a melhor versão do filme, depois da feita pelo Giorgio Moroder, disponivel hoje em dvd.( a versão que ele utilizou foi a versão do Moroder, inclusive no score musical para o processo)

Versão de 1984 de Giorgio Moroder


Versão restaurada por Gilchrist Anderson

Devido as leis de direito autoral, ele só comercializa o produto dentro dos EUA ou em países que o filme ja esteja em domínio público, ou seja você pode tentar ou pedir para aquele amigo que mora nos Estados Unidos te mandar uma cópia e bom divertimento

processo de restauração e comparação


fonte

http://www.morodermetropolisdvd.com/

http://metropolis-redux.blogspot.com/

no site do dvd, tem um vídeo que mostra o processo comparando as imagens da restauração.

por Cleiner Micceno

Aqui vai um treilerzinho de uma parte do filme restaurada