O Cineclube Casa de Espanha retoma suas atividades, neste segundo semestre, com a exibição do documentário “Patativa do Assaré: Ave Poesia”, no próximo domingo, dia 16.
No filme de Rosemberg Cariry o poeta do povo, Antonio Gonçalves da Silva, conhecido por Patativa do Assaré (1909-2002), recita e canta suas poesias. Em suas letras traz a realidade seca da região nordestina, fazendo do sertão um livro de poemas. Mas além da lida na roça para sustentar a família e da admiração da natureza, fez poesias sobre diversos temas, da transamazônica à reforma agrária. Sua produção o tornou símbolo da cultura popular e das lutas democráticas.
Neste ano comemora-se o centenário de Patativa, que cego de um olho desde criança, nunca encontrou empecilho para construir versos e rimas, buscando a libertação do povo das agruras da fome e da opressão.
O documentário, finalizado em 2007, utiliza imagens de filmes, como Viramundo, de Geraldo Sarno e de O Velho, de Toni Venturi, para abordar os contextos da poesia de Patativa, da migração nordestina e dos anos de chumbo, respectivamente.
Com entrevistas de amigos, artistas e familiares e depoimentos do próprio poeta, recolhidos em mais de 20 anos de filmagens, o documentário mostra como a obra poética de Patativa foi sendo descoberta. Luiz Gonzaga e Raimundo Fagner foram alguns dos cantores que divulgaram as letras desse poeta sertanejo.
O filme será exibido, na Casa de Espanha de Sorocaba, graças ao Projeto Circuito Cineclubista realizado pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, tendo ainda o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, Congresso Brasileiro de Cinema e Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural. O projeto tem como objetivo democratizar o acesso da população à produção audiovisual nacional e fortalecer o movimento cineclubista brasileiro através da articulação de um circuito nacional de exibições.
Dia: 16/08, às 16 horas.
Local: Casa de Espanha, Rua Manoel Lopes, 235, Vila Hortência. Sorocaba.
O projeto Arquivo do Rock Brasileiro, que tem a intenção de resgatar as origens deste tão amado gênero musical em solo brasileiro, está se preparando para excursionar pelo interior do Estado de São Paulo.
O projeto, que em sua primeira etapa passou por São Paulo, Curitiba, Londrina/PR, Rio Branco, Cuiabá, Brasília, Recife e Uberlândia/MG, dessa vez visitará as cidades de Pirapora do Bom Jesus, Mairiporã, Jacareí, Santo André e São Caetano. No dia de abertura em cada cidade será realizada uma palestra com o curador Ayrton Mugnaini Jr., e no encerramento um show com a ARBanda, tocando clássicos do rock nacional dos anos 50 aos 70. A banda, aliás, é formada por Patrícia Toscano nos vocais, Laércio Muniz na bateria, Marcelo Agulha e Leonardo Freund nas guitarras e o próprio Ayrton Mugnaini Jr. no contrabaixo.
Confira as datas e locais por onde o ARB passará:
10, 11 e 12/07 - Pirapora do Bom Jesus Clube Municipal Endereço: Praça dos Poderes Municipais s/nº
17, 18 e 19/07 – Mairiporã Espaço da Cultura Endereço: Rua XI de Novembro, nº 167
24, 25 e 26/07 – Jacareí Sala Mário Lago Endereço: Pátio dos Trilhos
30/07, 01 e 02/08 - Santo André Teatro Municipal de Santo André - Auditório Heleni Guariba Endereço: Praça IV Centenário, s/nº
14, 15 e 16/08 - São Caetano do Sul Centro de Referência da Juventude - Estação Jovem Endereço: Rua Serafim Constantino , s/nº
O Arquivo do Rock Brasileiro – Tour Interior de São Paulo 2009 é apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural.
Estou super motivado com este lance do documentário, acredito que será uma contribuição e tanto para o cenário brasileiro...como somos carentes de informação e registros.
Já comecei a sair a caça das pessoas que vão participar do documentário. Além da moçada que freqüentava as festas e que de certa forma contribuíram e muito para o cenário nacional.
Um dos assuntos que pretendo mencionar nesse documentário é a Collection Rock Fair ou feirinha de discos como era carinhosamente chamada.
Essa feira foi criada pelo meu pai e pelo Willian, mas conhecido como Velho no quintal da minha casa na Av. Mandaqui em São Paulo, onde no final dos anos 70, reuniam-se colecionadores de discos para trocar informações, raridades (tudo era praticamente raridade nesta época) e no final virava uma puta confraternização.
Muita coisa rolou ali, para se ter uma idéia pessoas como Kid Vinil, Tony Campelo, Sussego, Raul Seixas, Marco Malagoli, Ayrton, o pessoal dos Jet Blacks...estes lançaram até um disco lá, René da Wop Bop, Luiz Calanca e muito outro freqüentavam o lugar.
Até hoje eu não sei como minha mãe agüentava toda essa moçada ainda mais numa casa de aluguel "pequena" que morávamos. Além de tudo rolava bandas e tudo mais....era foda.
Isso se estendeu durante a outra casa que moramos depois na Eng. Caetano Álvares e o Eddy só parou quando mudamos para o apartamento. Depois disso a feirinha começou a ser organizada por outra galera.
Algumas pessoas que já confirmaram presença no depoimento e na festa que vai rolar para o ano que vem
ESTES SÃO OS QUE JÁ CONFIRMARAM:
- Nuno Mindelis (Ex Rockterapia) – Um dos guitarristas de Blues mais reconhecido no Brasil e no mundo
- Bitão e Paulinho (Ex Coke Luxe / Rockterapia) – Integrantes da banda Os Pholhas
- Ayrton Mugnaini (ex British Beat) – Um dos grandes escritores sobre música, curador do Projeto do Arquivo do Rock Brasileiro
Fernado Rosa (Sr. F) – Grande escritor e um dos cara que mais contribuem para a cena undergroud nacional através do site senhorf
Trinkão e Luis Stopa - (Magazine)
Tony Campello – lenda do Rock Nacional
Alex Atala (Ex Dj Rockabilly) - Maior chefe de cozinha do Brasil e consagrado em diversos paises, dono de um estaurante que ficou entre os 50 melhores do mundo.
Ricardinho Kriptonita (Ex Rockterapia, Vovó Era Foda) – Guitarrista do Devotos de NSA e Black Sheep
Thunderbird – Devotos de NSA e Ex VJ da MTV, contribui diretamente no cenário rock & Roll nacional
Ricardinho – Baixista da banda Grilos Barulhentos
Marco Antonio Malagoli – O cara no que diz respeito aos Beatles, fundador do primeiro fan-clube dos Beatles no Brasil.
Savage – Um dos primeiros Teddy Boys que teve no Brasil
Rick – Dono da loja legendária loja Rick & Roll e organizador do Campeonato de Topetes
Luiz Calanca – Dono da loja e gravadora Baratos Afins que lançou o Coke Luxe.
André Christovam – Referencia em Blues no Brasil
Paulão – Vocalista da Banda Velhas Virgens
- Willian Baroni ( Velho) – Fundador da Collection Rock Fair (Feirinha de Discos) junto com o Eddy
- Alex Valenzi – Hideway Cats
- DJ Wadão – Dj da época do Anny 44, acompanhou bastante o Coke Luxe
- Wagner (Lindão) - Amigo do Billy Gato
- Fábio Mccoy – Baterista da banda Crazy Legs e Hideway Cats – selo Bad Habits
- Fernando – Radialista programa Brilhantina
- Yeis – Maior agitador das festas de rock & roll, provavelmente o único sobrevivente
- Wagnão – Pesquisador e grande colecionador de arquivos raros de rock & roll
- Therêncio – Irmão, colecionador, picareteiro e o maior publicitário da cena rocker e gótica, é claro...
Ai vai um texto escrito por Luiz Teddy sobre a nossa nova empreitada juntos ai, um documentário sobre a cena Rockabilly de sampa e sobre o Eddie Teddy, o projeto esta sendo desenvolvido por mim , o cineasta Vebis Jr e o próprio Luiz Teddy, ja demos o start, e durante o decorrer do ano vamos desenvolver o documentário, ainda esta no começo, mas logo teremos algum material para uma prévia para todos. Abaixo está um texto do Luiz sobre o projeto.Vamos pra mais esse trabalho, e vai ser foda o resultado. Cleiner Micceno
Fellas, há um bom tempo venho pensando em montar algum tributo em homenagem ao Eddy Teddy, pela contribuição ao cenário musical brasileiro.
Sou suspeito em falar, por ser filho...mas graças as pessoas que conviveram com ele e outras pessoas que o admiram, seja pelo Coke Luxe ou Rockterapia, ou pelas Feirinhas de Discos, ou pelos artigos publicados, pelos programas de rádios ou até mesmo por ajudar diversas bandas nacionais. Me senti mais do que na obrigação de preparar um documentário ou um tributo em homenagem a este cara que eu não me canso em divulgar.
Graças a mais dois malucos, Reverend Stalkere Vebis Jr, começaremos a trabalhar num documentário ou além de buscarmos entrevistas com as pessoas que conviveram e acompanharam toda esta história, disponibilizarem todo o meu acervo de imagens e vídeos para fazer deste documentário uma base para as futuras gerações. Infelizmente o brasileiro, não mantêm suas raízes e muita coisa que já foi feita é esquecida, de qualquer tem muita gente preocupada com isso e fazendo história, só espero que as demais pessoas dêem continuidade.
Bom, minha idéia é lançar este documentário no ano que vem, ano em que o Eddy completaria 60 anos, para incrementar mais ainda pretendo fazer uma puta festa para o lançamento, talvez no Café Piu Piu, e também pensei em reativar a idéia do Tributo (um cd com diversas bandas nacionais).
Para o cd, precisaria que as bandas se candidatassem, mencionassem a música e gravassem o material ainda este ano. AQUI VAI UMA PREVIA DO DOCUMENTÁRIO:
nome provisório do projeto : ARE YOU READY? IT'S FOR EDDY TEDDY ( A origem da música Rockabilly no Brasil) Publico: Amantes e aficcionados pelo Rock & Roll & Afins Ação: Informar através de relatos e entrevistas de várias pessoas do meio musical a origem do Rockabilly no Brasil através do seu principal precursor, o músico e compositor "Eddy Teddy" da banda Coke Luxe.
Em meados dos anos 50, a música norte americana, passava por modificações e um gênero musical começava a surgir no sul dos Estados Unidos um filho caipira do Rock & Roll conhecido como Rockabilly
A população acostumada com a música caipira regional, misturada aos lamentos negros, o blues, começava a se contagiar pelo Rock & Roll. ( Até que surgem, Bill Halley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Gene Vincent, Eddie Cochran, Buddy Holy e a primeira estrela do Rockabilly Elvis Presley, que alavancou o estilo para o mundo). De lá para cá a musica passou por diversas transformações até que no final da década de 70 o movimento Punk que propunha uma volta às origens do Rock trouxe a tona músicas com a simplicidade do Rockabilly, como um revival dos anos 50.
Através de bandas consagradas como o Stray Cats, o Rockabilly chegava com força total em terras tupiniquins no inicio dos anos 80,com o surgimento do grupo Coke Luxe, a primeira banda Neo- Rockabilly nacional. Dedicada a reviver o som dos anos 50, paralelamente aos anglo-americanos Stray Cats, com um sotaque paulista e com um som diferente dos grupos da Jovem Guarda, o Coke Luxe começa a divulgar o Rockabilly pelo Brasil. Liderada pelo cantor e guitarrista Eddy Teddy, o grupo gravou pela Baratos & Afins dois discos, o compacto "É Rockabilly!", em 83, e um LP, "Rockabilly Bop", em 84. Como a maioria dos bons discos de música popular, os do Coke Luxe refletem sua época e ao mesmo tempo, soam atemporais. Embora totalmente dedicado a recriar a sonoridade do rock dos anos 50, nada tem de retrógrado, inclusive em várias letras de seu repertório, com irreverência, crítica de costumes, e acima de tudo, muito humor. O Coke Luxe vinga os pioneiros do rock brasileiro, boa parte dos quais certamente gostariam de ter gravado muitas de suas músicas. Pela banda passaram muitas pessoas talentosas como Lelo Cadillac, Little Piga, Jipp Willis e Billy Breque (membro dos Pholhas), realizaram inúmeras participações, incluindo as principais casas de shows de São Paulo, como por exemplo o Radar Tantan, Napalm, Zoster, Rose Bombom, Madame Satã, Cais e Espaço Retro, Alquimia entre outros, sem contar as apresentações históricas nos principais programas de televisão da época como Boca Livre, Perdidos na Noite, Fabrica do Som e Programa Livre. O grupo durou até o final dos anos 90, depois disso, reuníam-se esporadicamente em alguns eventos. Eddy Teddy já havia participado de outras bandas como por exemplo, Satisfaction, Spectral Zoo, British Beat e posteriormente a Rockterapia. Já era uma pessoa famosas e queridas no meio roqueiro paulistano, como músico e agitador, trocando fitas e discos com amigos e promovendo as lendárias feiras de colecionadores de discos aos domingos, e ainda dedicava parte do seu tempo em escrever matérias para os diversos veículos de comunicação além de promover festas através do Clube do Rockabilly. Até que infelizmente veio a falecer e subir para o Grande Salão de Baile do Céu em 1997, aos 47 anos de idade, vitima de um aneurisma. Eddy Teddy e o Coke Luxe, deixaram um legado de aficcionados espalhados por todo território nacional, que até hoje se propagam e divulgam o mais autêntico Rockabilly por onde passam.
por Luiz Teddy
Vídeo com a galera do big trep + Luiz Teddy e Milton Monstro tocando Rockterapia
Hulkabilly, ou Fraile como é conhecido no meio do universo das HQs é uma das figuras mais conhecidas da cena Psycho brasileira, esta à frente dos Kães Vadius, a primeira banda Psychobilly Tupiniquim, onde completa quase 25 anos de uivos e rosnados raivosos. Desenhista por profissão e músico como sina, Hulk depois de tantos anos de estrada,esta afiado como nunca, e doseu Kovil no ABC ele conta um pouco da trajetória da banda e de seus projetos gráficos para o Stalkershots.
Cleiner Micceno - Sobre sua trajetória,e sobre os Kães Vadius, me lembro de você uma vez, ter me dito, que não sabia o que era Psychobilly no começo dos Kães, só depois de algum tempo saberiam que se tratava de uma cena musical específica, e que vocês, eram então, a primeira banda brasileira PSYCHO . Fale sobre essa época e o que te influenciou diretamente?
Hulk - Bem, tudo começou por volta de 83/84, eu e o Paulo Bide Pow, montamos uma banda chamada DEMODÊ, com a intenção de resgatar o Rockabilly com temáticas atuais, de preferência que tivesse a ver com a nossa realidade. Descobrimos depois de muito pesquisar, que nos E.U.A e EUROPA, varias bandas estavam surgindo com a mesma proposta e termos como, PUNKABILLY, TRASHABILLY, HORRORBILLY definiam os novos estilos que emergiam. Foi quando caiu em nossas mãos, através de um amigo em comum, uma fita cassete com gravações dos STRAY-CATS, METEORS E THE CRAMPS, foi a primeira vez que ouvi o termo PSYCHOBILLY, e de cara decidimos, é isso que estamos fazendo, vamos trilhar por esse caminho que é a nossa cara.
Adaptamos o nome da banda ao oposto dos STRAY CATS, estavamos mais para KÃES de boteco, do que gatos de rua, uma amiga sugeriu VADIUS, pois tinha mais a ver conosco, como ninguém trabalhava na época, e os bares eram nosso segundo lar, surge daí os KÃES VADIUS entre 1984 / 85.Kães Vadius - Sandro , Hulk, Felipe, Arroz , Fábio
C M - E sobre sua carreira de desenhista, as revistas que contribuiu e contribui atualmente e complementando fale sobre o disco PSYCHODEMIA que era uma HQ em forma de disco e um disco em forma de HQ, como foi a idéia, você começou a fazer as musicas, e viu que daria pra uni-las em uma única história ou a história veio primeiro e depois fizeram as músicas?
H - Quando comecei com os KV, teve em paralelo um BOOM de revistas em quadrinhos underground, e de vários estilos, heróis, terror etc, eu já desenhava desde pequeno e o George também, na época, tinha um disco nacional chamado “TUBARÕES VOADORES”, não lembro quem lançou isso, no encarte, uma das musicas foi transformada em HQ, ai eu e o George decidimos: Porque não o disco inteiro ser uma HQ! E fomos por ai, o George adaptou as musicas para um roteiro, criando a seqüência do álbum, e dando um sentido para as letras, criando digamos assim, o universo de PSYCHODEMIA.
Encarte do disco Psychodemia
Eu já desenhava tiras e cartoons para jornais como o Diário do Grande ABC, Rocker Jornal e vários zines que não lembro o nome agora, ai me dediquei exclusivamente a ilustração da HQ do disco, eu e o George formamos uma parceria legal naquela época, muita criatividade, nenhuma grana e nenhuma tecnologia pra ajudar, foi um feito. A capa e o encarte foram produzidos dentro do lugar em que trabalhávamos, na hora do almoço, com material do próprio lugar, tivemos que pedir autorização para nossos superiores para sair com os originais. Nessa época, criei também o GATO RADICAL, que foi publicado na MIL PERIGOS (Ele foi a capa da revista numero 01) e periodicamente na Rock Brigade.C M - Os Kães Vadius influenciaram varias bandas no Brasil , são quantos anos de banda? Vocês ficaram um tempo sem tocar mas agora estão na ativa com uma galera mais nova, fale um pouco da história da banda?
H - Bem, no Brasil fomos a primeira banda de PSYCHOBILLY, dávamos entrevistas nas rádios e tínhamos que levar material gringo, importado, para tocar nas pick ups dos DJs e explicar incansavelmente o que era PSYCHOBILLY, ninguém sabia direito o que era, nós éramos os arautos desse estilo em terras tupiniquins, os KV na verdade não ficaram parados, tocávamos em lugares pequenos e com pouca divulgação, alguns momentos fomos obrigados a dar uma breve pausa, devido a morte de pessoas envolvidas na banda, caso do guitarra BETINHO MORAIS (Gravou o AQUI-AGORA) e o baterista VICTOR LEITE (ex-MARIA ANGELICA NÃO MORA MAIS AQUI,) que não chegou a tocar ao vivo com a banda. Neste ano, 2009, a banda comemora no dia 13 de agosto, 24 ANOS DE ESTRADA. C M - Como você vê a cena psychobilly em Sampa hoje comparada com a época que você começou a tocar?
H - Tudo mudou, o PSYCHOBILLY hoje tem varias vertentes, varias tendências e até novos nomes, uma coisa que eu particularmente não gosto, e que a maioria vem fazendo é deixar de lado a língua mãe, e fazer letras e nomes de banda em Inglês, sei lá, acho meio estranho isso, e muitos nem sabem o Inglês tão bem assim e poeticamente falando, nossa língua é muito mais rica, sei la isso acho que é modismo, ou ilusão de ganhar muito dinheiro la fora, não é Rock and Roll de verdade.
C M - Fale sobre o DVD AO VIVO EM CASA, como nasceu a idéia?
H - O DVD era um sonho da banda, foi feito com pouca verba, pela própria banda e muitos amigos envolvidos dando uma força. Armamos dois shows de pequeno porte, três câmeras digitais e uma equipe de gravação e edição, todos camaradas, dando uma força mesmo. O retorno não foi o esperado, digamos que ficou no zero a zero, o advento INTERNET e o avanço da tecnologia ajudam a divulgar, mas também permite cópias perfeitas de qualquer material, então, para cada DVD vendido, pelo menos DEZ cópias caseiras foram feitas dele, mas segundo ZAPPA, se é pirateado, é por que é bom. Mas valeu o sacrifício, ta registrado uma fase importante da banda. C M – Agora e suas inspirações nos quadrinhos, quem você le atualmente e quem te influenciou diretamente quando você começou a desenhar?
H - ROBERT CRUMB, JACK KIRBY, SAL BUSCEMA, MOEBIUS, FRAZETA, STEVE DITKO, WILL WEISNER, WALT DISNEY, DALI, PICASSO, pintura e HQ sempre caminharam junto para mim, esses monstros me ensinaram muita coisa e ajudaram a definir meu estilo e traço, hoje é tudo MANGÀ, tudo muito igual, padronizado, acho que ta faltando aquela pitada particular, pessoal, tanto na arte do desenho, como na musica, quem sai dos padrões tem mais chances de se destacar, ou ser apedrejado, huahuahua! Acho que DAVE GIBBONS e ALAN MOORE (WATCHMEN) e FRANK MILLER (CAVALEIRO DAS TREVAS) são os últimos materiais que realmente causaram impacto e influenciaram os atuais profissionais da área, até hoje releio essas obras e fico pasmo com a visão que seus autores conseguiram passar ao leitor, vai ser difícil outros materiais com essa magnitude.
Virgem Louca mais uma personagem do universo bizarro de Hulk
C M - Hoje em dia quais são as bandas nacionais e internacionais que você ouve?
H - Cara, eu sou meio clássico, ainda ouço o bom e velho ALICE COOPER, esse sempre foi minha fonte de inspiração, IGGY POP, METEORS E CRAMPS ainda são os melhores ingredientes para um bom PSYCHO. Tenho escutado muito CHICO SCIENCE, a maneira com que ele escrevia as letras e a forma de poesia me atrai muito. SEX-PISTOLS E RAMONES, também escuto muito, procuro buscar inspiração nas coisas mais antigas, descobrir a novidade no velho, já que nem sempre a novidade é realmente nova, JOELHO DE PORCO , está no meu repertório também, ouço muito Rock nacional dos anos 70, CASA DAS MAQUINAS, SECOS & MOLHADOS, ERASMO CARLOS (ANTIGÃO), MUTANTES, tem coisas ai que só no Brasil rolou, uma sonoridade bruta e crua, muito boa.
C M - E nos KÃES? quais as novidades, algum novo CD na manga?
H - Por enquanto, esta para sair por uma ONG de São Caetano (CIDADÂO DO MUNDO) uma coletânea (PROJETO ABC DO SOM) com 13 bandas do ABC, e os KÃES gravaram um som novo chamado LUCIKREYDE, um Som que tem bem a cara da banda, ficou muito boa a gravação, tudo em LINUX e programas open source, a coletânea será distribuída em 32 pontos do Brasil, onde outras ONGS tem sua sede. Um lance bem legal, com a cara do ABC de hoje, acho que esse projeto (PROJETO ABC DO SOM) vai ser um ponto de partida para outras Bandas e ONGs.
C M - fale sobre seus projetos atuais como artista gráfico? H - Atualmente estou envolvido com uma empresa que desenvolve Jogos de Tabuleiro, eu ilustro os tabuleiros e crio os personagens do jogo, acho que até o final do ano dois projetos que eu ilustrei vão estar no mercado, estou também digitalizando as histórias do GATO RADICAL publicadas e pretendo lançar um GIBI com esse material, estou também desenvolvendo uma nova fase do GATO, mas esta no começo ainda, e estou ilustrando o livro VOCÊ QUER SER JOHNNY? do meu amigo Michel (SUKATA) dos GAROTOS PODRES, a idéia é transformá-lo em uma HQ.
C M - Manda um recado pra galera ai.
H - UM PASSO A FRENTE E VOCÊ NÃO ESTA MAIS NO MESMO LUGAR! (CHICO SCIENCE) - Não é fácil transformar sonhos em realidade, mas alguém tem que tentar. Não desistam nunca, nadem contra a maré, vão pela contra-mão, afinal, arte é isso, 50% a favor, 50% contra. Valeu galera.
Uma nota rápida sobre Asas do Desejo (Wings of Desire, Les Ailes du Desir, Der Himmel über Berlin) de 1987.
Simplesmente um dos melhores filmes já feitos, dirigido por Wim Wenders no seu ponto máximo da carreira. Carreira essa, que se tornou irregular com o passar dos anos, onde ele começou a fazer filmes bem duvidosos como "O Fim Da Violência" e " O Hotel De Um Milhão de Dólares" só pra citar dois filmes.
Mas nesse trabalho que é um clássico dos anos 80, retrata um vazio existencial de uma geração, com anjos sobrevoando Berlin. Anjos filosóficos e não religiosos, que entram na essência de um povo.
O Muro de Berlin, um Totem monolítico plantado no centro da cidade, uma lembrança dos anos do pós guerra. O muro em questão, foi derrubado dois anos depois, mas as marcas dele e o que ele significava, marcou a ferro e fogo várias gerações e o filme Propõe uma análise existencial sobre uma década hermética, no auge do pós modernismo niilista e hedônico envolto nas cinzas da filosofia de Heidegger. Nesse ambiente de feridas ainda abertas com a cidade ainda dividida, o ranço da separação de famílias pelo muro plantado ali e as lembranças de uma cidade com uma nação sitiada pelo nazismo que reduziu Berlin a destroços poucas décadas antes, a geração pós guerra cresceu sobre os restos de uma cidade, que se reergueu, mas com as máculas na lembrança e tendo o peso de uma herança maldita dos despojos que restaram. O Muro, lembrava á todos o passado nada glorioso, uma obra gigantesca das falhas humanas
No filme, as citações da guerra são sutis, mostradas de forma quase metalinguística, por um intruso e americano Peter Falk ,fazendo papel de si mesmo, angustiado e se sentindo solitário, em uma fita sobre a segunda guerra, um filme dentro do filme. Observação de fora e critica, como a geração de Wenders, que vive sob a sombra do muro como resultado de um mau passo da geração anterior.
Enquanto isso o anjo Damiel (Bruno Ganz), questiona sua própria identidade, sua essência, o ser superior, que tem todas as respostas não se satisfaz mais e mergulha em seu questionamento. O quê vale a pena? Saber de tudo?E partindo disso inicia sua procura de algo novo e inédito para seus padrões. As únicas coisas intangíveis para ele: Os sentimentos e as sensações básicas dos humanos.
Essa busca o arremessa em um jogo platônico com uma equilibrista de circo, (Solveig Dommartin), que usa asas de penas de galinha. As asas, o símbolo da dualidade entre ela humana e tangível e ela voando nos aros do picadeiro como um serafim, agrupa nela, de alguma forma, algo da essência dele junto com o que ele não tem, nasce dai seu desejo e inveja da mortalidade, de ter uma essência simples e a busca de pequenos prazeres como as paixões, o cansaço, sentir os sabores e cheiros, ver o mundo através de olhos diferentes, ter uma outra vida. A visão da mulher-anjo flutuando o desperta, faz ele ter desejos mais prementes, sobre sua situação que não mais lhe satisfaz.
Ter incertezas as vezes, é um remédio ativo para nos liberar do fardo da responsabilidade e somente, tão somente a simplicidade e inocência - representadas pelas crianças (as únicas que vêem os anjos) é a saída, a unica forma de suportar o fardo da vida e torna-la mais interessante com cores mais vívidas. Ousar e conseguir dar o passo adiante para livrar-se das correntes, conseguir transpor as barreiras que a vida tediosa e monótona coloca nos tornozelos e pulsos dos que se sujeitam as regras, é um lembrete para que nos rebelemos, e deixemos as armaduras como Damiel quando se liberta do mundo insípido. Sem a armaduras, não tendo mais grilhões e estar a própria sorte, mas com um sentimento de liberdade, com as rédeas da vida nas mãos, o dia ganha novas formas e cores e ele sai do mundo hermético e cinzento, que despedaça os sonhos e chega ao prêmio valioso, que só se da conta da sua magnitude, quando começa a enxergar o mundo em technicolor.
p.s. 1 - O filme conta com a atuação primorosa de Bruno Ganz (A queda, os Ultimos Dias de Hitler), e com a ajuda dos textos de Peter Handke, que ajudou Wenders no roteiro original, o filme é essencial em qualquer videoteca.
p. s.2 - Corram da refilmagem, "Cidade dos Anjos", de Brad Silberlingcom um inexpressivo Nicolas Cage e uma atuação terrível (pra variar) de Meg Ryan. Além de desnecessária, a refilmagem destruiu toda argumentação original do filme, o resultado simplesmente sofrível, eu coloco entre as cinco piores refilmagens de todos os tempos.
p.s.3 - O título original "Der Himmel über Berlin", que traduzindo seria algo como "O Céu Sobre Berlin", exibido com esse tilulo somente na Alemanha, foi mudado para o equivalente a "Asas do Desejo" para o resto do mundo, o motivo, segundo Wenders , o título, se tornaria muito específico, e dificultaria seu entendimento fora da alemanha .Em minha opinião, com qualquer título, ele conseguiu fazer sua Masterpiece.
p.s. 4 - O filme teve uma continuação totalmente desnecessária e raquítica dirigida pelo prório Wenders, chamada, "Tão Longe Tão Perto" ( Faraway, So Close!), mais um pra lista dos desnecessários do WW.
por Cleiner Miccceno
esse é o poema de peter handke "lied vom kindsein"
Quando a criança era criança,
andava balançando os braços,
desejava que riacho fosse rio e
que rio fosse torrente e
a poça d'agua, o mar!
Quando a criança era criança,
não sabia que era criança,
tudo era cheio de vida e
a vida era uma só!
Quando a criança era criança,
não tinha opinião,
não tinha hábitos,
sentava de pernas cruzadas,
saia correndo,
usava um topetinho e
não fazia caretas pra fotografias!
Quando a criança era criança,
era o tempo destas perguntas:
Porque eu sou eu e não você?
Porque estou aqui e por que não lá?
Quando começou o tempo, e
onde termina o espaço?
Será que a vida sob o sol
nada mais é que um sonho?
Será que o que vejo, escuto e cheiro
não é que é uma miragem do mundo
anterior ao mundo?
Será que o mal existe mesmo e
pessoas realmente más?
Como pode? Eu que sou eu,
não existia antes de existir e
que alguma vez eu,
aquele que sou não serei mais quem sou?
Quando a criança era criança,
refugava espinafre, ervilhas,
pudim de arroz e couve-flor.
Agora come tudo e
não só porque precisa.
Quando a criança era criança,
acordou numa cama estranha, e
hoje em dia sempre
muitas pessoas pareciam bonitas outrora.
Hoje muito raramente.
Só com sorte.
Tinha uma visão precisa do paraíso,
agora só pode adivinhar.
Não conseguia imaginar o nada,
hoje treme ao pensar.
Quando a criança era criança,
jogava com entusiasmo.
Agora só se entusiasma
quando seu trabalho está envolvido.
Quando a criança era criança,
vivia de maçãs e pão
era suficiente e ainda é assim.
Quando a criança era criança
as framboesas caíam em suas mãos e
ainda é assim.
Nozes deixaram sua língua áspera, e
ainda o fazem.
Chegando ao topo de cada montanha,
queria outra mais alta.
Em cada cidade
procurava outra maior.
E ainda o faz.
Subia nas árvores para colher cerejas.
Era tímido diante de estranhos, e
ainda o é.
Aguardava a primeira neve e
ainda a aguarda da mesma forma.
Quando a criança era criança,
arremessou uma lança de madeira contra uma árvore.
Ainda balança na árvore até hoje. Peter Handke
Ficha Técnica Título Original: Der Himmel ünder Berlin Gênero: Drama Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento (Alemanha): 1987 Estúdio: Argos Films / Road Movies Filmproduktion / Westdeutscher Rundfunk Distribuição: Orion Classics Direção:Wim Wenders Roteiro: Peter Handke e Wim Wenders Produção: Anatole Dauman e Wim Wenders Música: Jürgen Knieper Fotografia: Henri Alekan Desenho de Produção: Heidi Lüdi Figurino: Monika Jacobs Edição: Peter Przygodda
Elenco Bruno Ganz (Damiel)
Solveig Dommartin (Marion)
Otto Sander (Cassiel)
Curt Bois (Homer)
Peter Falk (Peter Falk)
Hans Martin Stier (Homem à beira da morte)
Sigurd Rachman (Suicida)
Beatrice Manowski (Prostituta)
Lajos Kovács (Técnico de Marion)
Bruno Rosaz (Palhaço)
Oh, where have you been, my blue-eyed son? Oh, where have you been, my darling young one? I've stumbled on the side of twelve misty mountains, I've walked and I've crawled on six crooked highways, I've stepped in the middle of seven sad forests, I've been out in front of a dozen dead oceans, I've been ten thousand miles in the mouth of a graveyard, And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, and it's a hard, And it's a hard rain's a-gonna fall.
Oh, what did you see, my blue-eyed son? Oh, what did you see, my darling young one? I saw a newborn baby with wild wolves all around it I saw a highway of diamonds with nobody on it, I saw a black branch with blood that kept drippin', I saw a room full of men with their hammers a-bleedin', I saw a white ladder all covered with water, I saw ten thousand talkers whose tongues were all broken, I saw guns and sharp swords in the hands of young children, And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard, And it's a hard rain's a-gonna fall.
And what did you hear, my blue-eyed son? And what did you hear, my darling young one? I heard the sound of a thunder, it roared out a warnin', Heard the roar of a wave that could drown the whole world, Heard one hundred drummers whose hands were a-blazin', Heard ten thousand whisperin' and nobody listenin', Heard one person starve, I heard many people laughin', Heard the song of a poet who died in the gutter, Heard the sound of a clown who cried in the alley, And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard, And it's a hard rain's a-gonna fall.
Oh, who did you meet, my blue-eyed son? Who did you meet, my darling young one? I met a young child beside a dead pony, I met a white man who walked a black dog, I met a young woman whose body was burning, I met a young girl, she gave me a rainbow, I met one man who was wounded in love, I met another man who was wounded with hatred, And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard, It's a hard rain's a-gonna fall.
Oh, what'll you do now, my blue-eyed son? Oh, what'll you do now, my darling young one? I'm a-goin' back out 'fore the rain starts a-fallin', I'll walk to the depths of the deepest black forest, Where the people are many and their hands are all empty, Where the pellets of poison are flooding their waters, Where the home in the valley meets the damp dirty prison, Where the executioner's face is always well hidden, Where hunger is ugly, where souls are forgotten, Where black is the color, where none is the number, And I'll tell it and think it and speak it and breathe it, And reflect it from the mountain so all souls can see it, Then I'll stand on the ocean until I start sinkin', But I'll know my song well before I start singin', And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard, It's a hard rain's a-gonna fall.
para edição de imagens, animações e jogos esse será o próximo passo da evolução na área.
A multiplicação dos cores é a nova tendência para a evolução dos processadores, mas onde isto pode chegar?
Feliz com seu processador dual core ou ainda sonhando com os de 3 ou 4 núcleos? Ambos já têm seu lugar reservado em um museu para daqui alguns anos, pois a arquitetura dos processadores evolui com tamanha velocidade que modelos octo core já estão chegando ao mercado e em pouco tempo os de 12, 16 e até mesmo 32 núcleos estarão à venda. Como isto é possível, o que esta proliferação de cores pode proporcionar e quando estes modelos poderão ser vistos em plena atividade?
Antes de descobrir quais as aplicações destas novas tecnologias de processamento, acompanhe um breve apanhado da evolução dos processadores para que sua projeção se torne mais consistente. Somente então cabe descrever as múltiplas tarefas que tais processadores serão capazes de desempenhar e prever sua chegada ao mercado.
Multicore, o que são?
Já reparou como em poucos anos a tecnologia dos processadores deixou de evoluir a frequência para focar o desenvolvimento dos núcleos múltiplos? O aumento da velocidade resulta sempre no aumento da temperatura, um problema cada vez maior a ser contornado. Um único núcleo funciona ainda como uma espécie de gargalo, obrigando o processador a se concentrar em uma única atividade de cada vez.
Por outro lado, dividir a central de processamento em vários núcleos resulta em uma queda significativa na temperatura, possibilitando um caminho muito mais amplo para a evolução dos processadores. Também é possível dedicar uma tarefa diferente para cada núcleo, além do evidente ganho em desempenho, isto resulta em uma maior versatilidade da máquina.
À medida que as dimensões de seus componentes diminuem, os processadores caminham para a multiplicação de núcleos. Não se trata de uma projeção, esta é uma tendência real que reflete o rumo de todas as empresas do ramo.
Quantos núcleos seu computador possui?
Processadores de 2 núcleos já se tornaram bastante comuns e os de 3 e 4 núcleos já podem ser adquiridos a preços bastante convidativos. Como isto é possível, se tratando de uma tecnologia de ponta? A resposta é simples: os quad-cores estão prestes a serem superados pelos processadores de 8 núcleos. Isto mesmo, os modelos octonucleares já começam a ser vendidos no final de 2009 ou início de 2010, marcando um novo capítulo para a guerra dos “cores” entre a Intel e a AMD.
Baseado na mesma tecnologia empregada na família de processadores i7, o que há de mais robusto atualmente, o Nehalem é o primeiro processador da Intel a trabalhar com 8 unidades de processamento. Já a AMD investe na arquitetura Montreal para abrigar seu primeiro modelo octonuclear e garantir seu lugar na disputa. Ambos contam com processadores de 45 nanômetros, a mesma dimensão empregada nos modelos quad cores atuais.
As duas empresas trabalham ainda no desenvolvimento de processadores de 32 nanômetros ainda em 2010 ou 2011. Já para 2012, os projetos de 22 nm deverão ganhar lugar nas prateleiras e nas primeiras máquinas de usuários. Em plena corrida dos cores, a dimensão dos processadores será reduzida pela metade dentro de poucos anos. Qual o resultado disto?
A multiplicação dos cores
Além dos 8, 12, e até os 16 núcleos em um único processador, antes do seu adiamento, o projeto da Intel conhecido como “32-core Keifer” tinha previsão para 2010. Isso mesmo, 32 núcleos em um único processador! Embora nada tenha sido confirmado pela empresa após a mudança de data, ainda sem previsão, isto mostra que a tecnologia para a elaboração do componente já está bastante próxima, provavelmente a empresa esbarrou na complexidade exigida dos demais componentes.
Assim como um processador quad core não desenvolveria seu potencial ao trabalhar com memórias DDR, jamais seria possível administrar 32 cérebros simultâneos com o padrão atual de hardwares. A forma com que o processamento é lidado pela máquina também precisa evoluir para se tornar compatível, somente então trabalhar com um processador de 32 núcleos se tornará uma realidade.
Para que tantos núcleos?
Como dito, o conceito de um processador multicore é ligeiramente diferente de um processador comum, este pode se dedicar a várias tarefas diferentes ao mesmo tempo. Também é fato que após uma grande disputa com a Intel, a AMD acabou comprando a ATI (desenvolvedora de placas gráficas). Consegue imaginar o resultado disto? A resposta está na fusão CPU-GPU (do processador com a placa gráfica), chamado pela empresa de AMD Fusion ou simplesmente Fusion.
Trata-se basicamente em dedicar alguns dos núcleos do processador central para os cálculos e aplicação de efeitos dos vídeos e gráficos em 3D, já que os núcleos “genéricos” desempenham muito mal esta tarefa. Se levarmos em conta que o setor das GPUs é um dos pioneiros em demanda de tecnologia, desenvolver um processador híbrido como este seria capaz de elevar o potencial gráfico a um novo patamar.
Então quando é que eles chegam?
A fusão CPU-GPU é recente demais para se incorporar à geração atual de componentes e a previsão atual para o projeto AMD Fusion é para a segunda metade de 2011. O fato é que esta fusão só deverá sair do papel em estruturas de processamento menores que 45 nm e em processadores de 8 núcleos.
Aguardam-se para 2012 os processadores de 22 nm, somente então será possível imaginar os 16-cores entrando em ação. Já os processadores de 32 núcleos, previstos inicialmente para 2010, não deverão chegar antes de 2013 ou 2014, mas estas previsões estão longe demais para serem precisas. A Intel afirma que processadores com centenas de cores ainda virão, e que provavelmente chegarão antes do que se imagina.
Há poucos anos atrás, imaginar um processador trabalhando com mais de um núcleo parecia loucura, pois estamos diante dos octo core e aguardando a chegada dos que possuem 12, 16 ou até mesmo 32 núcleos. Além de gráficos estupendos com a fusão gráfica, o que mais tantos processadores poderão nos oferecer no futuro? Será possível dedicar um processador diferente para cada uma das atividades do computador?
A FASAM - Familiares e Amigos da Saúde Mental -, Ponto de Cultura Para Todos os Especiais, em parceria com o Ministério da Cultura, a Comissão Paulista de Pontos de Cultura e a Oficina 3 x 4, de Campinas, estará realizando no dia 27 de julho, das 9 às 17h30, uma oficina de capacitação para que Intituições, ONGs, Fundações, Associações, fazedores e militantes culturais de Itu e região possam obter conhecimento e se capacitarem a concorrer no edital para conveniamento de 300 novos Pontos de Cultura no estado de São Paulo, que está aberto até 24 de agosto nos sites www.cultura.gov.brouwww.cultura.sp.gov.br.
Este edital é fruto de uma parceria dos governos federal (Ministério da Cultura) e estadual(Secretaria Estadual da Cultura) e sinaliza o firme propósito do MinC em descentralizar a implantação de sua proposta para as políticas públicas culturais.
As vagas são limitadas, atendendo a um número máximo de 80 pessoas, sendo que preferencialmente cada entidade deve inscrever-separa apenas uma vaga. Em último caso, será aceito o preenchimento de no máximo 2 vagas por entidade.
As inscrições poderão ser feitas ou mais informações poderão ser obtidas pelos e-mailscultura@fasam.org.br(Marcos Pardim) ou atendimento@fasam.org.br(Mariana Andrade) ou pelos telefones 11 -4013-3113 (Fasam - Marcos ou Mariana)) ou 11 - 9902-6162 (Marcos Pardim).
Entre o final de 2001 e 2002 eu estava sem nenhuma banda e com muito tempo disponível, um dia, movido pela vontade de voltar a tocar mas sem músicos , resolvi fazer um projeto de surrealismo sonoro, anárquico e experimental ,nascendo ai o projeto Sonido Del Cielo, com um nome irônico, já que o lado ateísta satírico esta presente em todas as 11 faixas do disco. Depois de três semanas de testes e experimentações, construí as (anti)musicas que compõem o álbum Sick, Nihilism and Dust. O projeto em si é um conceito libertário de colagens de conceito industrial, onde a musica pode ser aberta a experimentações e ter métricas quebradas, como se fosse uma ação poético niilista, um conceito de multi-nações, cosmopolitismo apátrida, liberdade e negação às regras e conceitos, tem como resultado um disco soturno, sujo, denso e psicológico, com momentos que remetem as trilhas sonoras e climas sombrios de filmes Expressionistas e cinema Noir.
SOBRE O CONCEITO E INFLUÊNCIAS
A ligação com o cinema e com escolas e conceitos cinematográficos são bem claros, assim como literatura, poesia e filosofia.As influências literárias nesse projeto musical são muito grandes, não de forma textual mas subliminar: Nietszche e James Joyce , W B Yeats assim como George Orwell, Raymond Chandler e William Burroughs, e também Freud no conceito de pontos obscuros da psychê. No universo cinematográfico, cito como influências diretas: Luis Buñuel, Dziga Vertov, Eisenstein , a ironia anárquica do Monty Python e o expressionismo alemão de Murnau e Fritz Lang e Max Reinhardt. Na musica : o conceito de industrial puro do Einstürzende Neubauten, Blok 57, Swamp Terrorists, Treponem Pal, Karlheinz Stockhausen são as principais influências. Todos esses elementos podem ser notados em algumas colagens sonoras, em diálogos e fragmentos roubados. O conceito musical é uma orquestração do caos, usando pouquíssimos instrumentos formais, e utilizando sempre de sons de objetos, aparelhos e barulhos para criar o clima sonoro.
Sonido Del Cielo tem um conceito musical não formal, para pessoas que querem e gostam de conceitos diferentes de musica,
No arquivo vão as capas e a estampa para o miolo do cd para quem quiser o cd físico, o projeto não esta disponível para venda, somente para baixá-lo, sem custos, na net, quem quiser utilizar as musicas para trilha sonora, ou qualquer coisa do gênero, apenas comunique-me do uso e credite no trabalho
obrigado.
p s - Como uma das grande influências de todo trabalho foi Fassbinder, na capa uma foto do arredores de (Berlin) Alexanderplatz, é colocada como homenagem oculta. E é dele um frase que fecho o post.
quando questionado sobre o que ele queria dizer em sua obra, Fassbinder responde ao reporte:
- "quero demonstrar que o ser humano é o pior dos animais" R. W. Fassbinder
PROJEKT – SONIDO DEL CIELO
SICK, NIHILISM AND DUST
A - ATHEISM
1- Intro (atheist) 2- Apátrida 3- Allegro ma non troppo 4- Factory 5- Vertov
N - NIHILISM
6- Nihilist 7- Las Hurdes 8- Old Black Joe 9- Nocturne 10- Requiem (Octobre) 11- Adagio
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